MpD contesta acusações do PAICV e responsabiliza partido por desordem na ocupação de espaços de propaganda eleitoral

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MpD contesta acusações do PAICV e responsabiliza partido por desordem na ocupação de espaços de propaganda eleitoral
04/05/26 - 03:18 pm

Cidade da Praia, 04 Mai (Inforpress) – O Movimento para a Democracia (MpD) contestou hoje as acusações do PAICV de “ocupação indevida” de espaços de propaganda eleitoral, atribuindo ao partido adversário a responsabilidade por criar desordem na utilização desses locais durante o período da campanha.

Em conferência de imprensa na cidade da Praia, a mandatária do MpD para Santiago Sul, Filomena Gonçalves, explicou que o seu partido sentiu-se na obrigação de responder com factos após as acusações “graves” que apontam para favorecimento, manipulação e um alegado padrão de irregularidades.

A mandatária defendeu que, antes de analisar as denúncias, é necessário olhar para quem as faz, sublinhando que o cabeça de lista do PAICV por Santiago Sul é simultaneamente presidente da Câmara Municipal da Praia.

Ou seja, frisou, a entidade responsável, nos termos do Código Eleitoral, pela organização do sorteio dos espaços de propaganda.

“Isso não é um pormenor, é o centro da questão. Nos termos do código eleitoral, quem deve fazer o sorteio dos espaços de propaganda? As câmaras municipais, no caso, a Câmara Municipal da Praia”, afirmou.

Segundo referiu Filomena Gonçalves, o sorteio que deveria ter sido realizado até 20 de Abril, só ocorreu no dia 24, quatro dias após o prazo legal, acrescentando que a acta do processo foi enviada apenas no dia 30 de Abril, sem assinatura, e já após o início da campanha eleitoral.

“O partido que hoje se apresenta como vítima é o mesmo que tinha a obrigação legal de garantir transparência e cumprimento dos prazos”, afirmou, questionando a falta de explicações por parte do PAICV sobre esses atrasos.

Aquela responsável apontou ainda falhas na organização do processo, nomeadamente a ausência de sinalização dos espaços atribuídos a cada candidatura, o que, no seu entender, abriu espaço à confusão no terreno.

“Depois de criar as condições para a desordem, vêm queixar-se da desordem que eles próprios provocaram”, disse, apontando ainda como exemplo a ocupação de espaços pelo PAICV na Avenida Amílcar Cabral, no Platô, local atribuído ao MpD.

Filomena Gonçalves avançou que o seu partido já apresentou uma contra-queixa formal junto da Comissão Nacional de Eleições (CNE), acompanhada de documentação e provas visuais, e que aguarda com tranquilidade a análise do processo pela CNE.

Segundo a mandatária, esta é a primeira vez que se registam situações do género na cidade da Praia, tendo acusado ainda o PAICV de tentar desviar o foco do debate político, com aposta numa estratégia de “queixas e contra-queixas” para desacreditar o processo eleitoral.

ET/ZS

Inforpress/Fim

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