
Cidade da Praia, 09 Mai (Inforpress) - A líder do Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS), Jónica Brito, lançou hoje um forte alerta sobre o estado da assistência social e da saúde, e exigiu o fim da partidarização dos apoios sociais.
Jónica Brito, que acusa o sistema de utilizar recursos públicos para favorecer militantes partidários em detrimento de cidadãos em situação de pobreza extrema, fez essas considerações em declarações à Inforpress, no âmbito da campanha eleitoral que já vai no seu décimo dia.
O foco da denúncia da candidata recai sobre o “abandono de doentes” crónicos e pessoas com mobilidade reduzida, relatando casos dramáticos de cidadãos que, após sofrerem amputações e enfrentarem doenças graves, se encontram retidos em casa sem qualquer assistência estatal.
“Estamos a falar de pessoas com necessidade real que não estão a receber a devida atenção, enquanto assistimos à instrumentalização da máquina pública para benefício de grupos específicos”, afirmou Jónica Brito, para quem o Cadastro Social Único está a falhar ao “fingir que não vê” o aumento da pobreza e a falta de condições básicas de sobrevivência de muitas famílias.
Segundo a mesma fonte, caso conquiste a confiança dos cabo-verdianos, o PTS defenderá uma mudança radical no modelo de prestação de cuidados, propondo que a saúde saia dos centros e chegue directamente às casas.
“A saúde tem de chegar à comunidade”, asseverou Jónica Brito, criticando, por outro lado, a “falta de sensibilidade” das infra-estruturas públicas para a deficiência motora.
A líder do PTS concluiu, reiterando que o partido se apresenta nestas legislativas para romper com o silêncio sobre a exclusão social.
A candidatura do Pessoas, Trabalho e Solidariedade, que procura consolidar a sua presença nos bairros periféricos da capital através do diálogo directo com o eleitorado, esteve toda a manhã de hoje no bairro da Achada de Santo António, dando continuidade à sua investida de proximidade.
Nas eleições legislativas de 17 de Maio, cinco partidos políticos – PAICV, MpD, UCID, PTS e PP – concorrem aos 72 mandatos de deputado, distribuídos por 13 círculos eleitorais, dos quais dez no território nacional e três na diáspora.
As últimas eleições legislativas em Cabo Verde decorreram a 18 de Abril de 2021, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.
SC/ZS
Inforpress/Fim
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