
Cidade da Praia, 11 Abr (Inforpress) – A artista brasileira Margareth Menezes, atual ministra da Cultura do Brasil, foi um dos grandes destaques do segundo dia do Kriol Jazz Festival, que decorreu na sexta-feira , 10, na cidade da Praia.
Em declarações à imprensa na sua estreia no palco do festival, Margareth Menezes mostrou-se emocionada com a recepção do público cabo-verdiano.
“Foi um momento muito especial. Fiquei muito feliz com o convite e por estar aqui a participar”, afirmou.
A artista destacou ainda “a forte ligação cultural” entre Cabo Verde e a cidade brasileira da Bahia, sublinhando a energia do público
“É um povo muito parecido com o povo baiano, com o povo afro-brasileiro. Senti que houve uma ligação muito bonita”, disse a artista.
Durante a atuação, marcada por interação com o público, a cantora reforçou o papel da música como instrumento de união e alegria, pois, segundo a mesma fonte, a música serve para levar alegria às pessoas.
Com uma carreira consolidada, Margareth Menezes sublinhou também a importância de valores como o respeito e a convivência.
“Temos de pensar que todos temos necessidades comuns enquanto seres humanos. O mínimo que podemos desejar ao outro é aquilo que desejamos para nós”, sublinhou.
A artista regressa hoje a São Vicente para um espetáculo, numa homenagem à icónica Cesária Évora, que, segundo a própria, foi uma grande inspiração ao longo da sua carreira.
O segundo dia do festival contou também com a atuação do compositor cubano Alfredo Rodríguez, que regressou a Cabo Verde após passagens anteriores por Mindelo.
O músico destacou a afinidade cultural entre Cuba e Cabo Verde, sublinhando que sempre que vem ao país se sente em casa.
Rodríguez revelou ainda a sua admiração pela música cabo-verdiana, com referências a Cesária Évora e Mayra Andrade, como sendo as influências comuns entre África, Cuba e outras partes do mundo.
A abertura do segundo dia esteve a cargo da cantora cabo-verdiana Ceuzany, que subiu ao palco pela primeira vez no Kriol Jazz Festival.
Visivelmente emocionada, Ceuzany admitiu algum nervosismo inicial, mas destacou a forte ligação com o público e disse ter corrido tudo bem e que o público a recebeu com muita energia.
A artista aproveitou ainda para apresentar o seu mais recente trabalho discográfico, que aborda temas como a violência doméstica, procurando transmitir uma mensagem de força e empoderamento feminino.
A noite terminou com a atuação do grupo congolês Les Quatre Étoiles du Zaïre, encerrando mais uma jornada marcada pela diversidade musical e pela partilha cultural.
JBR/AA
Inforpress/Fim
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