Irão permanece firme nas negociações e avisa EUA que "um regresso à guerra trará muitas surpresas"

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Irão permanece firme nas negociações e avisa EUA que "um regresso à guerra trará muitas surpresas"
20/05/26 - 09:45 am

Teerão, 20 Mai (Inforpress) - Horas depois de Donald Trump ter dado "dois ou três dias" ao Irão para concluir um acordo nuclear, avisando que os Estados Unidos estão preparados para lançar uma nova ofensiva em grande escala caso as negociações falhem, o Irão voltou a responder aos ultimatos do presidente norte-americano.

O chefe da diplomacia do Irão, Abbas Araghchi, afirmou, através das redes sociais, que Teerão ganhou conhecimento militar com os ataques anteriores e deixou o aviso de que "um regresso à guerra trará muitas surpresas".

Apesar do otimismo da Casa Branca e de Trump, que justificou a suspensão dos ataques planeados para terça-feira com alegados avanços na mesa de negociações, a posição do Irão não mudou e permanece firme, segundo afirmam mediadores e fontes oficiais ao The Wall Street Journal.

Os mediadores referem ao jornal norte-americano que Teerão continua em desacordo com as exigências dos EUA relativamente ao fim do programa nuclear e não abdica da exigência do fim dos ataques, das compensações financeiras pelos danos de guerra e do controlo do estreito de Ormuz.

De acordo com um funcionário norte-americano, alguns conselheiros de Donald Trump chegaram a sugerir que a única forma de pressionar o Irão a ceder no processo das negociações seria através de um ataque limitado.

O Senado dos EUA aprovou, na terça-feira, 19, uma resolução que visa restringir a capacidade do presidente norte-americano de lançar operações militares contra o Irão sem a devida autorização parlamentar.

Contudo, apesar deste ser um avanço para os democratas, após várias tentativas sem sucesso nesse sentido, a votação representou apenas um primeiro passo no Senado. 

Mesmo que as duas Câmaras do Congresso aprovem a resolução, é de esperar que Trump recorra ao veto.

Segundo Trump, Washington esteve prestes a retomar a ofensiva militar contra o Irão na segunda-feira, mas decidiu adiar a operação após pedidos de vários de aliados árabes do Golfo, incluindo a Arábia Saudita e o Qatar, para dar espaço a esforços diplomáticos.

O presidente norte-americano afirmou que esteve "a uma hora" de ordenar o reinício dos ataques contra o Irão, o que teria posto fim ao cessar-fogo em vigor desde abril.

Inforpress/Agências

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