Investigadora Neusa Correia Lopes questiona se país está preparado para possível chegada de mais um vírus

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Investigadora Neusa Correia Lopes questiona se país está preparado para possível chegada de mais um vírus
14/05/26 - 10:24 am

Cidade da Praia, 14 Mai (Inforpress) – A investigadora Neusa Correia Lopes manifestou, quarta-feira, 13, a sua preocupação relativamente ao surgimento do “hantavirus” e questiona se os sectores da Saúde e da Educação estão preparadas para dar resposta a uma possível pandemia.

“Será que estamos dispostos a educar ou a ser educados pelos vírus que vão surgindo ao longo deste novo normal”, questionou, sublinhando que, “a pandemia da covid-19 chegou e forçou uma nova forma de fazer as coisas, e também levantou várias questões, uma delas foi por quanto tempo vamos viver com isto”.

Conforme afiançou, o anúncio do hantavírus e do norovírus podem servir como um alerta para uma possível mudança social, no momento, ainda que a sociedade cabo-verdiana, esteja a adaptar-se às novas tecnologias e à inteligência artificial.

“Estamos a tentar criar uma cultura para a adaptação social e emocional dentro deste paradigma que vivemos, em que a covid-19 nos ensinou durante aquele período traumático”, enfatizando, indagando, “será que teremos de implementar uma nova estratégia dentro deste novo normal para o sistema educativo”.

Lembrou que, à semelhança do coronavírus, o hantavirus também está saltando de país em país, embora a OMS esteja a referir, que “é muito difícil o contágio” e que “não estamos perante uma epidemia ou pandemia”, na linha do que alguns investigadores também estão a afirmar, mas ressalvou que, a preocupação persiste, de modo a que não voltemos a ser pegos de surpresa.

Reforçou a sua tese, frisando que, o hantavírus é um grupo de vírus transportados por roedores e que são transmitidos aos seres humanos, principalmente por via respiratória, lembrando que este vírus já causou alguns mortos.

Para Neusa Correia Lopes, pelo facto do navio MV Hondius ter estado ancorado no alto-mar alguns dias em Cabo Verde, na ilha de Santiago, e que alguns passageiros tiveram de ser evacuados para os seus países, leva a questionar, outra vez, “até que ponto estariam os staff cabo-verdianos equipados ao entrarem em contacto com estes indivíduos”.

“Estou somente preocupada com o procedimento e com a estrutura ambiental das escolas, caso tenhamos de considerar o hantavírus como um outro problema a ser tratado na humanidade”, ressalvou, considerando se vai ser preciso fazer uma nova adaptação e acomodação.

Aproveitou a ocasião para recomendar às pessoas que se mantenham equilibradas mentalmente e prontas para as possíveis transformações que possam vir a surgir.

WN/HF

Inforpress/Fim

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