IA nas empresas cabo-verdianas deve passar pela organização de dados e processos, defende MGO Consulting

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IA nas empresas cabo-verdianas deve passar pela organização de dados e processos, defende MGO Consulting
19/06/26 - 02:07 pm

Cidade da Praia, 19 Jun (Inforpress) – O sócio-gerente da MGO Consulting defendeu hoje que a Inteligência Artificial (IA) representa uma oportunidade para a transformação digital das empresas cabo-verdianas, mas a sua implementação exige uma melhor organização da informação e dos processos internos.

Gonçalo Pratas falava à imprensa a propósito do evento “Inteligência Artificial: Da Teoria à Prática nas Empresas Cabo-verdianas”, promovido pela Empresa Excelência, em parceria com a MGO Consulting.

Segundo Gonçalo Pratas, a iniciativa surge no âmbito de um conjunto de workshops de capacitação, com o objectivo de aproximar as empresas cabo-verdianas das ferramentas de Inteligência Artificial, não apenas numa perspectiva teórica, mas, sobretudo, prática.

“Quisemos trazer a parte mais prática e muito focada na realidade cabo-verdiana e perceber como é que a Inteligência Artificial pode ser implementada nas empresas”, explicou, reforçando a necessidade de diferenciar a utilização pessoal da sua aplicação num ambiente empresarial.

O responsável apontou que existem soluções simples que podem ser adoptadas pelas organizações, como a criação de repositórios de “perguntas e respostas” frequentes, bibliotecas internas de conhecimento e sistemas de IA.

Entretanto, alertou que o aproveitamento destas tecnologias depende de uma base sólida de organização interna.

“Dados desorganizados ou processos que não existam não vão permitir tirar o melhor partido destas tecnologias”, apontou, defendendo que a adopção da IA pode servir também como um impulso para a melhoria dos processos, digitalização e transformação das empresas.

Exemplificou com o caso da aplicação da Inteligência Artificial em diferentes áreas, nomeadamente, no marketing, através da automatização de campanhas nas redes sociais, e no sector dos transportes, com a possibilidade de optimização de rotas e acesso a dados estatísticos em tempo real sobre utilização de serviços.

Gonçalo Pratas evidenciou ainda a importância da segurança e da governação dos dados, alertando para os riscos associados a uma utilização inadequada da tecnologia.

“Uma solução utilizada por uma empresa tem de ter regras muito bem definidas e uma governança muito bem montada”, salientou, explicando que os sistemas devem conseguir identificar os diferentes níveis de acesso dos utilizadores, sobretudo, quando estão em causa informações confidenciais.

Para o sócio-gerente da MGO Consulting, é fundamental definir que dados podem ser introduzidos nos sistemas de Inteligência Artificial e quais as informações que podem ser disponibilizadas a cada utilizador.

Questionado sobre a possibilidade de regulação desta tecnologia, Gonçalo Pratas considerou que haverá tentativas nesse sentido, mas sublinhou que não vão conseguir porque “a tecnologia sempre prevalece”.

LT/HF

Inforpress/Fim

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