
Nova Sintra, 02 Out (Inforpress) – O secretário de Estado do Turismo defendeu hoje, na Brava, a necessidade de criar mais oportunidades de financiamento para projectos turísticos, de modo a permitir que a ilha possa responder aos desafios e às pressões que afectam o desenvolvimento.
José Pimenta Lima, que falava a comunicação social na visita à Brava para auscultar os operadores turísticos e identificar os principais desafios e constrangimentos que condicionam o desenvolvimento do sector na ilha, sublinhou que o Governo quer que a Brava tenha mais oportunidades de obter financiamentos para os seus projectos.
O governante sublinhou que a sua deslocação pretende igualmente dar “um sinal muito claro” de que o Governo está empenhado em encontrar soluções no mais curto espaço de tempo possível.
Segundo o secretário de Estado, o turismo é um sector transversal a toda a actividade económica, pelo que a sua dinamização exige uma intervenção articulada em áreas como a saúde, os transportes, a educação, a formação e o fornecimento de mercadorias.
“Teremos que capacitar as pessoas para que a Brava tenha possibilidade de oferecer serviços mais diversificados, em maior quantidade e qualidade, para o turismo que queremos atrair”, salientou.
Na sua perspectiva, por ser uma ilha naturalmente mais prejudicada em termos de acesso aos principais centros, cabe ao Governo trabalhar para melhorar a interligação da Brava com o restante território nacional, criando condições para que a ilha possa desenvolver um turismo “mais atractivo”, com maior fluxo de visitantes e capaz de contribuir para o desenvolvimento das comunidades.
“Queremos que tenhamos mais turistas a vir, mas queremos também que estes turistas encontrem uma boa qualidade de serviço, que encontrem mais ofertas atractivas, que saiam daqui com experiências de cada uma das nossas localidades”, frisou.
Destacou ainda as potencialidades da Brava nas áreas da cultura, intelectualidade, tradições religiosas e manifestações próprias da ilha, defendendo que estes recursos devem ser transformados em ofertas turísticas capazes de atrair visitantes.
Questionado sobre a situação do navio Djabraba que irá assegurar as ligações marítimas Brava e Fogo, o governante indicou que leva consigo as preocupações apresentadas pela autarquia e pelos operadores turísticos, garantindo que irá procurar obter respostas para a questão.
Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal da Brava, Amândio Brito, considerou a visita do secretário de Estado do Turismo uma oportunidade importante para a ilha, sobretudo pela possibilidade de apresentar e discutir projectos estruturantes para o desenvolvimento turístico.
“É uma oportunidade muito importante para a Brava, porque nós tivemos a oportunidade de partilhar, discutir, apresentar projectos estruturantes para o desenvolvimento turístico da ilha Brava”, afirmou.
Brito ressaltou o forte potencial turístico da ilha, apontando a sua história, natureza, cultura, população e gastronomia como alguns dos recursos que podem ser valorizados através do desenvolvimento do sector.
Segundo o autarca, o crescimento do turismo poderá contribuir igualmente para o desenvolvimento de outras áreas da economia local, criando oportunidades de emprego e rendimento e melhorando as condições de vida da população.
“Nós estamos seguros e convictos de que vamos trabalhar juntos para que, efectivamente, o turismo se transforme num pilar alavancador, estruturante e impactante na melhoria das condições de vida”, afirmou.
Para Amândio Brito, a aposta no turismo deve permitir não apenas atrair visitantes, mas também criar condições para que mais pessoas queiram permanecer e investir na ilha.
Entre os principais desafios estruturantes apontados pelo autarca estão a conectividade, o acesso à água, os serviços de saúde e o desencravamento das localidades.
“Há questões estruturantes que devemos sempre levar em consideração. A questão da conectividade, a questão da água, a questão da saúde e a questão do desencravamento dentro das localidades”, enumerou.
O autarca defendeu, por fim, a necessidade de criar condições para que a Brava seja uma ilha onde as pessoas possam viver com qualidade e onde investidores encontrem um ambiente favorável para desenvolver os seus projectos.
DM/ZS
Inforpress/Fim
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