
Mindelo, 07 Set (Inforpress) - O ministro da Educação assumiu hoje, no Mindelo, que o Governo irá custear propinas de todos os alunos, independentemente da sua condição, para travar a diminuição do número de estudantes no ensino superior.
Em declarações à comunicação social, o ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação, Arnaldo de Brito, disse acreditar que a diminuição de alunos no ensino superior no país “prejudica o desenvolvimento” do país.
"Em vez dos alunos pagarem, o Estado assume essas responsabilidades, isso para que nós possamos aumentar o número de alunos no ensino superior, pois chegamos a uma conclusão de que há dificuldades extremas por parte de muitas famílias que não conseguem pagar", assegurou o governante.
Esta medida poderá, de acordo com Arnaldo de Brito, travar esta tendência que o Governo diz ter constatado desde 2016 e ainda tirar encargos das famílias cujos preços do ensino encarecem o orçamento, e por isso "não conseguem pagar".
Desta forma, acrescentou, o Governo constatou um número de alunos com "dívidas avultadas" nas universidades e cita o caso da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), com dívida de mais de 146 mil contos dos alunos que não pagam.
"O Estado não pode ficar indiferente, se nós temos um quadro em que os alunos são obrigados a pagar propinas e não estão a conseguir e com o número de alunos a diminuir de ano para ano, é preciso agir", frisou Arnaldo de Brito.
O responsável pela pasta da Educação espera que a medida, que entra em vigor a partir deste ano, seja um processo que atraia de forma gradual os alunos às universidades.
SN/AA
Inforpress/Fim
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