
Cidade da Praia, 17 Abr (Inforpress) – O director nacional da Polícia Judiciária afirmou hoje, na Praia, que a formação sobre cadeia de custódia de provas reforça competências técnicas e cooperação institucional, visando maior eficácia e qualidade nas investigações criminais no país.
Manuel da Lomba fez estas declarações à imprensa à margem da cerimónia de encerramento da formação subordinada ao tema “Cadeia de Custódia de Provas: Perspectivas Técnico-Científicas e Jurídicas”, realizada no Centro de Formação da PJ, na Cidadela, na cidade da Praia.
Segundo aquele responsável, a principal expectativa desta capacitação é melhorar o desempenho das instituições envolvidas na investigação criminal, promovendo o domínio técnico e a articulação entre os diferentes intervenientes.
“A expectativa que nós criamos com essa formação é precisamente o saber fazer e também o como fazer das instituições aqui presentes, criando uma rede de articulação e melhor cooperação entre todas as instituições que trabalham directamente com a Justiça”, afirmou.
Manuel da Lomba sublinhou que a cadeia de custódia da prova é um processo partilhado entre várias entidades, desde a Polícia Nacional, geralmente a primeira a chegar ao local do crime, até à Polícia Judiciária, Ministério Público e medicina legal.
“O local do crime é o palco de investigação, é onde tudo acontece, e cabe aos investigadores trazer esses acontecimentos para o processo, sendo fundamental que todos façam a sua parte, como numa corrida de estafeta”, explicou.
O director nacional destacou ainda que a formação incluiu componentes práticas, com simulações que permitiram identificar e corrigir erros, reforçando a preparação dos técnicos.
“A partir de hoje, os técnicos estão melhor capacitados, sabem com quem contar e com o que contar para dar respostas mais eficazes quando há casos de crime”, assegurou.
O director nacional da PJ adiantou ainda que a Polícia Judiciária tem vindo a reforçar os seus recursos humanos e materiais nos últimos anos, incluindo o aumento de pessoal nos laboratórios e a aquisição de novos equipamentos, com vista a melhorar a qualidade das investigações e responder às exigências crescentes da justiça.
CM/ZS
Inforpress/Fim
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