Forças Armadas negam recusa de transferência médica de paciente em São Nicolau

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Forças Armadas negam recusa de transferência médica de paciente em São Nicolau
12/05/26 - 04:38 pm

Cidade da Praia, 12 Mai (Inforpress) – As Forças Armadas negaram hoje a recusa da transferência médica de um paciente em São Nicolau, no dia 07 de Maio, sublinhando que quando o pedido foi feito a aeronave militar encontrava-se numa outra missão.

Em comunicado, a instituição esclareceu que a aeronave já se encontrava fora da ilha de São Nicolau quando foi autorizada a transferência médica do paciente.

Neste sentido, explicou não existir qualquer recusa de evacuação por parte da instituição, justificando que à data dos factos, a aeronave encontrava-se empenhada numa missão previamente autorizada de interesse nacional, relacionada com a distribuição de materiais eleitorais, no âmbito das Eleições Legislativas de 2026.

“A informação relativa à autorização da missão a São Nicolau chegou à tripulação quando esta aterrou na ilha do Maio, tendo a mesma, de imediato, seguido para a ilha de Santiago com vista ao reabastecimento da aeronave”, sustentou.

A instituição assegurou que após o abastecimento a aeronave seguiu para São Nicolau, mas que à chegada à ilha, a tripulação foi informada pela Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) de que a evacuação já não seria realizada devido ao falecimento do paciente.

Segundo as Forças Armadas de Cabo Verde, a aeronave Beechcraft King Air 360ER é um meio aéreo militar do Estado de Cabo Verde, adquirido para assegurar diversas missões de interesse público e soberania nacional, como operações de busca e salvamento, vigilância marítima e costeira, transferências médicas, apoio logístico-operacional e outras missões essenciais.

A nota refere ainda que as evacuações médicas aéreas são reguladas por um protocolo de cooperação entre o Ministério da Defesa e o Ministério da Saúde, que define as competências e procedimentos de activação das missões e transferências médicas.

“O referido protocolo estabelece ainda que, nas transferências médicas classificadas como de máxima urgência, o tempo de activação operacional da aeronave pode atingir até três horas após a validação formal da evacuação pela autoridade sanitária competente”, salientou.

As Forças Armadas aproveitaram para reiterar o seu compromisso permanente com a salvaguarda da vida humana, o serviço ao Estado, a cooperação institucional e o contínuo aperfeiçoamento dos mecanismos de resposta operacional em benefício da população cabo-verdiana.

ET/HF

Inforpress/Fim

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