
São Filipe, 28 Set (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, apresentou hoje, ao secretário de Estado do Turismo, uma visão assente em três grandes eixos para o desenvolvimento turístico de São Filipe e da ilha do Fogo.
Durante o primeiro encontro de trabalho, o edil de São Filipe aproveitou para socializar a visão que está centrado no turismo de natureza e biodiversidade, na história e cultura e no turismo religioso.
Segundo Nuías Silva, o primeiro eixo passa pela valorização do turismo de natureza e biodiversidade, através de experiências ligadas aos ecossistemas, à natureza, à biodiversidade, ao folclore e às tradições da ilha.
O segundo eixo está relacionado com a história e a cultura, área que, segundo o edil, a ilha oferece numerosas oportunidades para a criação de roteiros turísticos associados à história, gastronomia, manifestações culturais, oralidade e tradições locais.
“É um eixo fundamental para o Fogo”, sublinhou, destacando manifestações como a canizade e os tambores, enquanto elementos que podem integrar uma oferta turística diferenciada.
O terceiro eixo apontado pelo edil é o turismo religioso, tendo como referência o Santuário de Nossa Senhora do Socorro.
Neste âmbito, defendeu a criação de aldeias turísticas rurais e religiosas em Luzia Nunes e Nossa Senhora do Socorro, destinadas a visitantes interessados em espiritualidade, tranquilidade e autoconhecimento.
Nuías Silva salientou que existe uma procura por este tipo de turismo na ilha e defendeu a formalização da devoção a Nossa Senhora do Socorro como um dos vectores de desenvolvimento turístico do Fogo, considerando, igualmente, a importância histórica da santa para a diáspora foguense.
A par destes três eixos, o presidente da Câmara Municipal de São Filipe destacou a necessidade de infra-estruturas de suporte ao desenvolvimento turístico, apontando o porto e o aeroporto como investimentos fundamentais.
Defendeu ainda o reforço da vocação produtora e abastecedora da ilha, através de infra-estruturas económicas que permitam transformar as suas vantagens comparativas em “verdadeiras vantagens competitivas”.
Neste domínio, apontou oportunidades de acesso a mercados como Boa Vista, Sal e Santiago para a comercialização da produção pecuária, lacticínios, queijo e derivados, bem como produtos da fruticultura e da transformação agro-alimentar.
Para Nuías Silva, o aproveitamento dessas potencialidades deve ser assumido como uma responsabilidade conjunta dos autarcas do Fogo e do Governo, por contribuir para a geração de rendimentos das famílias e para um modelo de desenvolvimento sustentável da ilha.
JR/HF
Inforpress/Fim
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