Embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde diz temer pela vida após incidentes na Praia

Home | Policy
Embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde diz temer pela vida após incidentes na Praia
18/09/26 - 02:09 pm

Cidade da Praia, 18 Set (Inforpress) – O embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, Ibraima Sanó, disse hoje temer pela sua vida, na sequência dos incidentes registados nos últimos dias, revelando que foi alvo de uma agressão verbal, quinta-feira, 17, num ginásio.

O diplomata falava à imprensa após a reunião entre o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades e os embaixadores da Guiné-Bissau e do Senegal, bem como com o representante da CEDEAO, na sequência dos acontecimentos recentes envolvendo cidadãos guineenses em Cabo Verde.

“Temo sim pela vida. Temo porque há de vir mais, as pessoas ainda não desistiram e eu penso que eu é que sou o alvo”, disse o diplomata, acrescentando que a agressão foi protagonizada por cidadãos guineenses.

Segundo o embaixador, a agressão foi verbal e “quase seria física” caso não tivesse conseguido evitá-la.

O diplomata, que recordou ter 34 anos de carreira e estar há 34 meses em Cabo Verde, disse nunca ter enfrentado uma situação semelhante no país e esclareceu que não exerce actividade política.

“Eu não faço política, sou diplomata de carreira há 34 anos. Cabo Verde é o meu quarto posto, não faço política activa”, enfatizou, escusando-se a associar os acontecimentos a questões políticas.

O embaixador revelou ainda que as autoridades cabo-verdianas já lhe tinham oferecido segurança, mas que inicialmente recusou por entender que não necessitava desse tipo de protecção.

Perante a situação actual, apelou aos seus conterrâneos para que evitem discursos de ódio e discriminação e sigam as informações divulgadas pelas autoridades cabo-verdianas e pela própria embaixada.

“A Guiné e Cabo Verde, quer queiramos quer não, somos irmãos”, realçou, apelando à serenidade e ao acompanhamento das informações oficiais.

Sobre as informações que circularam nas redes sociais dando conta da morte de cidadãos guineenses, o embaixador negou a existência de vítimas mortais.

“Não morreu ninguém, não morreu ninguém, só foi ferida uma pessoa que está hospitalizada”, esclareceu, acrescentando que já visitaram a vítima e que deverá ser submetida a uma intervenção para a extração de uma bala numa das pernas.

LT/AA

Inforpress/Fim

Share