Emanuel Barbosa diz que mundo “vive tempos difíceis” devido ao ressurgimento do autoritarismo

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Emanuel Barbosa diz que mundo “vive tempos difíceis” devido ao ressurgimento do autoritarismo
05/02/26 - 01:51 pm

Cidade da Praia, 05 Fev (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional (AN), em exercício, Emanuel Barbosa, disse hoje que o mundo “vive tempos difíceis” devido ao ressurgimento do autoritarismo, ataques à democracia e ao Estado de Direito.

Emanuel Barbosa, que presidiu à sessão de abertura das X Jornadas Atlânticas, afirmou ainda que a instabilidade nas relações internacionais e os conflitos armados colocam à prova os pilares das sociedades.

“Perante este cenário, impõe-se uma resposta clara, defender o multilateralismo, a democracia e um sistema internacional baseado em regras, combatendo o populismo, a desinformação e todas as formas de erosão democrática”, vincou Barbosa.

Referindo-se às vulnerabilidades dos arquipélagos que integram a Macaronésia, sublinhou que estas Regiões Ultraperiféricas devem transformar as suas fragilidades em “alavancas de desenvolvimento”, apostando na inovação, nas energias renováveis, na economia azul, num turismo sustentável e em estratégias comuns de resiliência face aos choques externos.

“Isto exige convergência de vontades entre decisores políticos, sector privado, sociedade civil e comunidades”, reforçou Emanuel Barbosa.

Na sua perspectiva, a protecção dos ecossistemas dos respectivos arquipélagos, assim como da biodiversidade e do património natural não é apenas um dever para com os respectivos povos, mas uma responsabilidade global.

Daí apelar a uma acção concertada e solidária que, segundo ele, é hoje uma "exigência ética e política".

Desejou ainda que que as jornadas sejam “um momento de afirmação, de construção de consensos e de lançamento de uma agenda atlântica ambiciosa”, capaz de responder “aos desafios do presente e preparar o futuro”.

Para este político, o evento constitui um “marco relevante” nas relações entre os arquipélagos da Macaronésia.

Destacou, por outro lado, que as jornadas parlamentares da Macaronésia, realizadas desde 1990, se afirmam como um instrumento maior de diplomacia parlamentar, de concertação política e de construção de uma visão partilhada para o espaço atlântico.

Para Barbosa, o Atlântico afirma-se não apenas como espaço geográfico de ligação entre continentes, mas também como um “eixo estratégico de cooperação, inovação e desenvolvimento sustentável", que exige visão política, coordenação regional e investimentos estruturantes.

“Este fórum tem como desígnio reforçar os laços políticos, históricos, culturais e humanos entre os nossos arquipélagos”, pontuou Emanuela Barbosa.

A mesma fonte acrescentou que serve também para promover um “diálogo estruturado e permanente” entre as partes, além de partilhar boas práticas e criar sinergias capazes de transformar desafios comuns em oportunidades de desenvolvimento sustentável.

Os chefes das delegações das Regiões Autónomas da Madeira, Açores e Canárias foram recebidos pelo Presidente da República Interino, Austelino Correia.

Além de trabalhos em grupos, os parlamentares deslocam-se na sexta-feira, 06, ao interior de Santiago, estando prevista visita à zona agrícola e turística de Boa Entrada, em Santa Catarina, No município do Tarrafal vão estar no antigo Campo de Concentração. De regresso à capital, visitam a Ribeira dos Picos, uma das zonas afectadas pelas últimas chuvas torrenciais e está prevista a assinatura da "Declaração de Santa Cruz, Cabo Verde".

Este acto vai realizar-se no Paços do Concelho.

LC/AA

Inforpress/Fim

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