
Cidade da Praia, 29 Jul (Inforpress) – O Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof) considerou hoje que o reforço do tempo de permanência dos alunos na escola deve assentar na criação de estudo orientado após o horário escolar, e não no alargamento das aulas.
Em comunicado, o Sindprof sublinhou que é necessário distinguir entre o tempo destinado às actividades lectivas e o tempo de acompanhamento educativo, frisando que o aumento da carga horária das aulas não constitui, por si só, uma garantia de melhoria da qualidade do ensino.
De acordo com o Sindprof, as aulas têm um tempo pedagógico definido em função do currículo, das aprendizagens e do desenvolvimento dos alunos, pelo que o seu prolongamento poderá não produzir os resultados pretendidos.
Como alternativa, a estrutura sindical propõe a implementação de um sistema de estudo orientado pós-horário escolar, acompanhado por profissionais qualificados, em que os estudantes possam consolidar conhecimentos, realizar trabalhos escolares, desenvolver métodos de estudo e participar em actividades de enriquecimento educativo e formativo.
Na perspectiva do sindicato, esta solução permite responder às necessidades das famílias, promover o sucesso escolar e assegurar maior protecção e acompanhamento às crianças e aos jovens, sem confundir o tempo de aulas com o tempo de apoio educativo.
O Sindprof reiterou que o objectivo de proporcionar mais protecção, acompanhamento e oportunidades educativas aos alunos deve reunir consenso social, mas sustentou que as respostas devem ser pedagogicamente adequadas e socialmente responsáveis, privilegiando o investimento em modelos de acompanhamento educativo em detrimento do simples aumento do número de horas lectivas.
O Governo manifestou a intenção de alargar o horário escolar, enquadrando a medida nas políticas de melhoria da qualidade da educação e de apoio às famílias, ao assegurar que os alunos permaneçam mais tempo na escola.
JMV/AA
Inforpress/Fim
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