
Cidade da Praia, 27 Mai (Inforpress) – O Governo criou uma equipa multissetorial nacional para coordenar e ativar o plano de contingência nacional, visando prevenir e manter afastado do país o vírus do ébola, declarou hoje a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP).
Em declarações à Inforpress, Maria da Luz Lima disse que apesar de considerar que o risco de entrada do vírus em Cabo Verde é baixo, a comissão criada integra a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Unicef.
“Apesar de o risco de contágio no arquipélago ser considerado baixo, as autoridades avançam já com medidas preventivas imediatas, sendo uma delas a emissão urgente, entre hoje e quinta-feira, de um comunicado voltado para as delegacias de saúde e população”, disse, sublinhando que o foco vai incidir na comunicação de risco e na atualização dos planos de contingência nacionais.
O plano, segundo a mesma fonte, vai contar com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Unicef e da Agência Nacional de Aviação Civil (AAC). Este prevê a intensificação da vigilância sobre pessoas que viajam para os países-alvo do vírus, com o objetivo de identificar casos suspeitos, isolar pacientes e monitorizar as suas redes de contacto.
“Com o reforço da vigilância em todos os portos e aeroportos do país, o centro de monitorização estará ativo para detetar febre em viajantes de zonas de risco, com atenção redobrada às ligações aéreas devido às rotas existentes entre Cabo Verde e o resto do continente africano”, afirmou.
Como responsável pela equipa de coordenação, que se reúne diariamente, Maria da Luz Lima destacou que o sucesso da operação depende da informação e da capacidade de resposta local.
O objetivo central, realçou, passa por garantir que a população saiba exatamente como agir e que os profissionais de saúde estejam devidamente capacitados para implementar o isolamento e a vigilância médica, caso surja algum caso suspeito no país.
A transmissão do vírus ébola exige o contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados, vivos ou mortos.
Trata-se de exposições pouco prováveis para o viajante comum, o que diminui o risco de transmissão em viagens aéreas, esclareceu a OMS.
Até ao momento foram registados mais de 900 casos suspeitos da estirpe Bundibugyo do vírus Ébola na República Democrática do Congo e 220 mortes possivelmente associadas à doença.
Nesta segunda-feira, 25, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que 101 casos e dez mortes foram confirmados em laboratório como associados ao ébola.
PC/AA
Inforpress/Fim
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