“É preciso perceber a mulher rural não como beneficiária, mas como guardiã das áreas vitais de desenvolvimento” - Mulheres do PAICV

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“É preciso perceber a mulher rural não como beneficiária, mas como guardiã das áreas vitais de desenvolvimento” - Mulheres do PAICV
15/10/25 - 03:50 pm

Cidade da Praia, 15 Out (Inforpress) – A Federação Nacional das Mulheres do PAICV (FNMPAI) defendeu hoje que é tempo de perceber a mulher rural cabo-verdiana não como beneficiária, mas como guardiã das áreas vitais para o desenvolvimento que tanto se almeja.

Esta ideia foi defendida hoje, em conferência de imprensa alusiva ao Dia Internacional da Mulher Rural, com o objectivo de apelar a políticas públicas urgentes a essas mulheres enquanto agentes estratégicos de mudança.

Na ocasião, a porta-voz da Federação das Mulheres do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV - oposição), Felismina Moreno, realçou que celebrar o Dia da Mulher Rural é reconhecer a sua força e resiliência ambiental como alavanca no desenvolvimento local e nacional.

“É tempo de perceber a mulher rural cabo-verdiana não como beneficiária, mas como guardiã das áreas vitais para o desenvolvimento de Cabo Verde que tanto se almeja, principalmente agora com a perda de mão-de-obra juvenil”, defendeu.

Para o PAICV, investir nas mulheres é investir no desenvolvimento de Cabo Verde, com retorno imediato, uma vez que estão “na linha da frente” na gestão de recursos naturais e no combate às alterações climáticas.

“É urgente ajustar políticas públicas para responder às necessidades reais da mulher rural com profundo conhecimento de causa, do terreno onde as coisas acontecem, contrapondo as intervenções esporádicas e superficiais”, advertiu.

Segundo Felismina Moreno, essas decisões devem ser tomadas com a participação activa das próprias mulheres, que precisam estar capacitadas para responder de forma eficiente às medidas implementadas.

Sublinhou ainda a importância de se criar bases sólidas para a participação política da mulher, visando incorporar a sua experiência de forma a que reflita na governação local e nacional.

As mulheres do PAICV aproveitaram o momento para endereçar força e coragem a todas as mulheres rurais cabo-verdianas afirmando que reconhecem a luta que enfrentam no quotidiano e que estão disponíveis para ouvir as suas necessidades e apoiá-las.

A conferência de imprensa contou também com a presença de Armanda Gomes, em representação das mulheres rurais, que assegurou que sabem o que querem e exigem ser ouvidas pelos governantes, recusando que sejam retratadas apenas como o rosto da pobreza no país.

ET/ZS

Inforpress/Fim

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