Diáspora: Dirigente associativo destaca apoio social a cabo-verdianos em São Tomé e Príncipe

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Diáspora: Dirigente associativo destaca apoio social a cabo-verdianos em São Tomé e Príncipe
13/05/26 - 11:28 am

São Tomé, 13 Mai (Inforpress) – O presidente da Associação Djunta Mó, Domingos Pereira, conhecido por Djingo, destacou o trabalho de apoio social desenvolvido junto da comunidade cabo-verdiana em São Tomé e Príncipe, com enfoque na integração, assistência social e dignificação das famílias.

Filho de pais cabo-verdianos emigrados nos anos 40, Djingo nasceu na ilha do Príncipe, onde exerce funções de inspector do Ministério da Educação, após vários anos como docente no ensino básico e secundário.

Em entrevista à Inforpress, o dirigente associativo sublinhou que a sua intervenção tem sido orientada para o apoio directo às famílias mais vulneráveis, através de mecanismos de solidariedade comunitária.

Os pais “nunca esqueceram as suas origens” e transmitiram “os hábitos, os costumes e a cultura”, afirmou, sublinhando a continuidade da identidade cabo-verdiana entre gerações.

Sobre o seu percurso cívico, apontou valores como “a simplicidade, a humildade e o amor ao próximo”, adquiridos no seio familiar, como determinantes para o envolvimento associativo.

Na liderança da Associação Djunta Mó, referiu como principais resultados a melhoria do acesso a apoios sociais para pensionistas, a criação de um fundo de apoio funerário e a instalação de uma sede própria, com contributos de associados e parceiros.

Destacou ainda a realização de acções de apoio a estudantes, a famílias em situação vulnerável e a projectos de pequena economia, bem como a colaboração com autoridades cabo-verdianas em processos de nacionalidade e programas de regresso.

Com apoio institucional, acrescentou, foram também apoiadas iniciativas de formação profissional, aquisição de medicamentos e melhoria de condições habitacionais de famílias sem retaguarda familiar.

Sobre a situação actual da comunidade, afirmou que os cabo-verdianos e seus descendentes estão bem integrados na sociedade santomense, persistindo sobretudo a “saudade de rever a terra de origem”.

JMV/HF

Inforpress/Fim

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