Dia Internacional do Enfermeiro: Eunice Landim relata sua experiência entre cuidados e desafios

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Dia Internacional do Enfermeiro: Eunice Landim relata sua experiência entre cuidados e desafios
12/05/26 - 03:04 pm

Cidade da Praia, 12 Mai (Inforpress) – A enfermeira Eunice Landim, da área de cirurgia do Hospital Universitário Agostinho Neto, abriu as portas da sua profissão e contou na primeira pessoa os altos e baixos desta missão que diz ser sensível e desafiadora.

Em entrevista à Inforpress, a enfermeira Eunice Landim contou que iniciou esta profissão há cerca de nove anos, um percurso que considerou que tem sido de aprendizagem e carregado de histórias de vitórias e, infelizmente, de perdas.

Disse que a enfermagem é um trabalho que deve ser exercido com amor e os profissionais têm de estar cientes dessa responsabilidade, que mesmo com a demanda deve ser executada com humanismo.

É uma profissão que temos que gostar, se não gostarmos, não conseguimos seguir em frente”, revelou, destacando as dificuldades enfrentadas pelos profissionais desta área.

Eunice Landim contou à Inforpress que, quando terminou a licenciatura, queria aprofundar os conhecimentos seguindo para a área da medicina, um sonho que segundo a mesma não foi possível devido às condições existentes na altura no país.

Seguiu a área da enfermagem, “com muito amor à profissão” estando ciente dos desafios que, em alguns casos, não consegue "agradar a todos no momento", mas que o foco é o cuidado no tratamento, para seguir em frente.

“É uma área exigente e sensível, porque lidamos com a vida humana e às vezes temos perdas porque, infelizmente, não conseguimos salvar todos”, revelou.

Vários são os casos que não deram certo e que marcaram a carreira desta profissional, com a voz a tremer, esta mesma fonte, lembrou o caso de um paciente que aparentava melhorias mas “infelizmente não teve um desfecho desejado", casos que, sublinhou, “exigem controlo emocional”.

No entanto, todos os dias depara com casos de superação, de pouca esperança, mas que, com o tratamento e o seguimento humanizado, conseguem passar boas notícias aos pacientes.

“Temos um caso de um paciente que todos os dias dizia que ia morrer, (…), e para além do tratamento tentávamos passar pensamentos positivos e confiar também em Deus, hoje esta pessoa está bem e passou pelo hospital para nos agradecer pelos cuidados”, comentou Eunice Landim.

Disse que são situações que a deixam satisfeita e orgulhosa da profissão e não se arrepende de ter seguido esse caminho.

Conforme contou, esta classe “evoluiu muito” nos últimos anos, com grandes avanços nos métodos de cuidado apesar de ainda haver elementos que precisam de melhoria.

Neste caso apontou que os diagnósticos precisam ser mais rápidos e alguns procedimentos mais bem estipulados e organizados.

No entanto recomendou que a classe abrace a profissão com mais amor, sem pensar na recompensa do final do mês, a seu ver se for trabalhado com mais humanismo os resultados são mais positivos e agradáveis.

Apelou a mais paciência dos colegas com os utentes e lembrou que todos são humanos, e quando as pessoas procuram os cuidados de saúde é porque precisam de ajuda, de acompanhamento e acolhimento para lidar com a doença.

Eunice Landim falava à margem das celebrações do Dia Internacional da Enfermagem assinalada esta terça-feira, 12, sob o lema “Enfermeiros empoderados salvam vidas”.

OS/HF

Inforpress/Fim

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