
Cidade da Praia, 10 Mar (Inforpress) – Magistradas judiciais cabo-verdianas realizaram, uma visita à Fazenda da Esperança, em São Martinho, no âmbito das actividades de celebração do Dia Internacional da Mulher Juíza, assinalado hoje, 10 de Março.
A visita foi realizada especificamente à ala feminina da Fazenda da Esperança, espaço destinado ao acolhimento e recuperação de mulheres em situação de dependência.
A iniciativa teve como objectivo conhecer de perto o funcionamento do projecto social dedicado à recuperação de mulheres com problemas de alcoolismo e outras dependências, bem como avaliar formas de apoio ao centro e às internas acolhidas no espaço.
Durante a visita, as magistradas entregaram kits compostos por géneros alimentícios, produtos de higiene e vestuário, numa acção solidária destinada a contribuir para o bem-estar das mulheres acolhidas na instituição.
Em declarações à Inforpress, a Juíza Ângela Rodrigues explicou que as actividades do dia começaram durante a manhã com um workshop que incluiu uma homenagem às primeiras juízas de Cabo Verde, que iniciaram funções na década de 1980 e que actualmente se encontram na reforma.
Segundo a magistrada, o encontro contou ainda com a participação de uma juíza brasileira do estado do Rio Grande do Sul, que partilhou experiências relacionadas com os desafios de conciliar a maternidade com a carreira judicial.
De acordo com a juíza, o debate permitiu abordar igualmente a importância do autocuidado, tendo em conta que muitos profissionais tendem a assumir diversas responsabilidades e acabam por negligenciar o próprio bem-estar.
Já no período da tarde, explicou, as magistradas optaram por incluir uma vertente social nas comemorações, através da visita à Fazenda da Esperança Feminina, inaugurada a 31 de Janeiro deste ano.
Ângela Rodrigues acrescentou que a visita permitiu também identificar instituições que poderão eventualmente beneficiar de medidas alternativas aplicadas pelos tribunais, como penas de prestação de serviços à comunidade.
A Fazenda da Esperança Feminina, inaugurada a 31 de Janeiro, data que coincidiu com os 493 anos da criação da Diocese de Santiago, destina-se ao acolhimento e recuperação de mulheres com dependência de álcool e outras drogas.
O espaço, com capacidade para acolher até 14 mulheres, foi apresentado às magistradas pelo padre Ronaldo de Lima, responsável pelo projecto, que explicou que actualmente a casa acolhe oito mulheres, algumas acompanhadas pelos seus filhos, contando ainda com quatro missionárias provenientes de Angola, Cabo Verde e Brasil.
Segundo o sacerdote, entre as necessidades mais urgentes da instituição está a construção de camas para as internas, uma vez que a falta de carpinteiros disponíveis tem dificultado a execução do trabalho.
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Inforpress/Fim
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