Delegação marroquina visita cemitério judaico da Várzea em homenagem à memória histórica

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Delegação marroquina visita cemitério judaico da Várzea em homenagem à memória histórica
13/04/26 - 03:44 pm

Cidade da Praia, 13 Abr (Inforpress) - Uma delegação marroquina realizou hoje, na Cidade da Praia, uma peregrinação ao Talhão Judaico no Cemitério da Várzea, no âmbito da preservação da herança judaica e memória histórica cultural local.

A iniciativa insere-se no quadro da Comunidade Judaica em Cabo Verde dedicada à preservação da herança judaica e ao reforço das ligações históricas entre os dois territórios.

A visita ao Talhão Judaico, um espaço simbólico, está associada à presença histórica de comunidades de origem marroquina no arquipélago, num gesto de homenagem à memória e às ligações culturais atlânticas.

Em declarações à Inforpress, a porta-voz do grupo e historiadora, especialista em história marítima da Faculdade de Letras e Ciências Humanas em Casablanca Leila Maziane afirmou que a presença em Cabo Verde representa “um gesto altamente simbólico” de reencontro com descendentes de marroquinos que partiram há cerca de século e meio.

A historiadora sublinhou que se trata da sua primeira vez em Cabo Verde e destacou o significado histórico e emocional da deslocação, bem como o contacto com a memória dos marroquinos estabelecidos no arquipélago.

Maziane aludiu que esta ligação entre Marrocos e os descendentes em Cabo Verde se mantém viva através de uma ligação à terra e aos símbolos históricos, reforçando o papel da memória colectiva na construção de pontes entre os dois países.

Segundo explicou, as relações começaram há cerca de 15 anos e têm vindo a consolidar-se através de intercâmbios regulares entre Cabo Verde e Marrocos.

Para a porta-voz, a reabilitação de espaços de memória, como o Talhão Judaico no Cemitério da Várzea, simboliza o reconhecimento das ligações históricas entre comunidades e a continuidade dos laços entre o passado e o presente.

A visita integra também a apresentação da obra “Marrocos e o Atlântico”, da autoria da historiadora, bem como encontros com representantes locais e a perspectiva de futuras cooperações institucionais e culturais entre as partes envolvidas. 

KF/SR//ZS

Inforpress/Fim

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