
Cidade da Praia, 29 Set (Inforpress) – Escritor, poeta, artista plástico, Dany Spínola, apresenta hoje, na Praia, uma exposição de pintura intitulada “As Invisíveis Cores dos Meus Hinos”, iniciativa que cruza artes plásticas e literatura e que deverá permanecer patente até Outubro.
Em declarações à Inforpress, o também presidente da Sociedade Cabo-verdiana de Autores (Soca) explicou que esta exposição, patente numa das salas da Soca, reúne cerca de 30 obras, entre pinturas abstractas, expressionistas, figurativas e surrealistas, algumas das quais acompanhadas de poemas.
Segundo Danny Spínola, o título da exposição desta pintura associada ao lançamento do livro “Eumanências – As Invisíveis Cores dos Meus Hinos”, constitui um desafio à interpretação do público, sobretudo pela ideia de “cores invisíveis”.
“É uma metáfora, uma imagem que utilizo muito também nos meus poemas e na minha pintura”, afirmou, defendendo que a sua poesia e a sua pintura estão intimamente ligadas.
Através desta exposição, o artista pretende, assim, partilhar com o público uma dimensão da sua actividade artística que, segundo reconhece, nem sempre é conhecida com a mesma intensidade que a sua produção literária.
O poeta sublinhou que, as suas obras, sobretudo as de carácter abstracto e expressionista, procuram provocar emoções e diferentes leituras, sem transmitir, necessariamente, uma mensagem única ou concreta.
“Cada um vai interpretar cada quadro à sua maneira. Uma obra pode ter várias interpretações e é aí que reside o grande valor da arte”, sustentou o artista plástico, revelando que, para ele, os seus quadros representam essencialmente uma forma de expressão artística e não produtos destinados à comercialização.
Para Danny Spínola, a ligação entre pintura e literatura vem desde a infância, período em que, paralelamente à leitura e à escrita, se dedicava ao desenho e à pintura.
“Para mim a arte não tem fronteiras”, afirmou, explicando que encontrou na pintura e na poesia formas complementares de expressar aquilo que está “para além do óbvio”.
O artista explicou ainda que as pinturas resultam de momentos particulares do seu estado de espírito e, por isso, considera cada obra “um momento único e irrepetível”.
Além das composições abstractas, a exposição inclui trabalhos com paisagens, figuras femininas e elementos simbólicos e surrealistas.
Entre as obras expostas encontram-se ainda pinturas que combinam imagens e poemas, abordando temas como o amor, o erotismo, a condição humana e o percurso da civilização.
A exposição começou no início de mês de Julho, no âmbito das actividades alusivas ao aniversário da Independência Nacional, tendo sido posteriormente renovada com novas obras e associada ao lançamento de “Eumanências”.
DG/HF
Inforpress/Fim
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