
Cidade da Praia, 05 Mar (Inforpress) – O artista cabo-verdiano Djam Neguin estreia a 21 e 22 de Março, no Teatro do Bairro, “Buluku”, em Lisboa (Portugal) um espectáculo infantil que cruza dança, tecnologia digital e cosmologia africana.
A informação foi avançada à Inforpress pela própria Buluku Afronauta, responsável pelo espectáculo, que revela que a criação, produzida pela Companhia Clara Andermatt, propõe uma abordagem contemporânea às narrativas africanas sobre a criação do mundo, inspirando-se na cosmologia do povo Fon, do antigo Daomé, actual Benim.
Em comunicado, a organização explica que o nome “Buluku” combina intuição sonora, intenção simbólica e posicionamento conceptual, sendo curto, rítmico e de fácil circulação em contextos pedagógicos e artísticos.
A escolha de uma designação africana responde a um gesto ético e estético, deslocando referências eurocêntricas e activando outros imaginários culturais.
O documento reforça que o espectáculo integra ‘videomapping’, realidade virtual e inteligência artificial, não apenas como efeitos visuais, mas como elementos dramatúrgicos e pedagógicos, criando uma experiência sensorial e poética que conecta corpo, espaço e tecnologia.
Esta abordagem visa estimular uma relação crítica e imaginativa com as tecnologias digitais, ampliando representações culturais e arquétipos que promovam diversidade simbólica, sobretudo para crianças e jovens.
No centro da narrativa surge um afronauta curioso e brincalhão que convida o público a embarcar numa viagem cósmica, criando planetas, inventando danças e levantando questões sobre a origem do mundo.
Além da performance, o projecto inclui actividades de mediação artística, como a “Roda de conversa” e a oficina “O meu eu astronauta e o metaverso”, onde crianças reflectem sobre identidade, imaginação e tecnologia.
Radicado entre diferentes contextos artísticos internacionais, Djam Neguin desenvolve projectos que cruzam dança, performance, investigação estética e pensamento crítico, explorando corpo, memória, identidade e futuridade.
Após a estreia em Lisboa, o espectáculo integra a programação do Festival Kontornu, a 27 de Março, Dia da Mulher Cabo-verdiana, seguindo para uma digressão nacional e internacional, incluindo apresentações em Cabo Verde.
KA/SR//CP
Inforpress/Fim
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