Custo do funcionamento da democracia sem ligação a maior ou menor dimensão dos governos – PM

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Custo do funcionamento da democracia sem ligação a maior ou menor dimensão dos governos – PM
16/01/25 - 03:16 pm

Cidade da Praia, 16 Jan (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou hoje que o custo do funcionamento da democracia não está na maior ou menor dimensão dos governos, mas sim no retorno que dá ao país.

O chefe do Governo fez estas declarações ao ser questionado pela imprensa se o país terá desta vez um Governo “menos gordo”, após o mesmo ter anunciado, esta semana, a remodelação governamental para breve.

“O Governo não está gordo, nós temos 16 ministros. Criou-se aqui uma narrativa e todo o mundo repete, há uma redução desde a última remodelação que foi feita, tem havido alguma junção de ministérios com o mesmo ministro, temos seis secretários de Estado, eram sete”, explicou.

Segundo o governante, não foi possível manter a governação de um país como Cabo Verde, com apenas 12 ministros, tendo avançado que haverá ajustamentos com a remodelação governamental que prometeu, deve acontecer ainda este mês.

Sem avançar mais pormenores defendeu que é preciso fazer uma avaliação da “ideia que se criou” de que os ministros são encargo da nação, em termos de custos.

“O primeiro-ministro ganha 227 contos líquidos por mês, incluindo salário base, incluindo despesa de representação, incluindo subsídio de renda de casa”, frisou, advertindo que “ninguém no Governo ganha aquele dinheiro que as pessoas pensam”.

Para o primeiro-ministro, o custo do funcionamento da democracia não está na maior ou menor dimensão dos governos, mas sim no retorno que dá ao país.

“Portanto, é preciso que haja Governo, é preciso que haja parlamento e é preciso não passar também para os cidadãos essa ideia de que há privilegiados e há aqueles que vivem na pobreza, e que os privilegiados são o Governo”, defendeu.

Ulisses Correia e Silva, anunciou na terça-feira, 14, num programa da Rádio de Cabo Verde, que haverá mudanças no Governo para “reforçar a eficiência e eficácia” da governação, de modo a ter uma “estrutura funcional capaz de atender às exigências do país”.

ET/AA

Inforpress/Fim

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