
Cidade da Praia, 20 mar (Inforpress) – O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde afirmou hoje que a XII Assembleia Geral representa um novo ciclo que objectiva transformar a Cruz Vermelha numa organização mais preventiva, mais resiliente, mais moderna e orientada para resultados concretos.
“Esta não é apenas mais uma Assembleia, é um momento de balanço, mas, sobretudo, é um momento de decisão, começaremos hoje um ciclo exigente, um ciclo que nos testou até o limite”, frisou Arlindo Carvalho.
Este novo ciclo, segundo o presidente, centra numa Cruz Vermelha mais próxima das comunidades, mais forte na governação, preparada para antecipar os riscos, e com claras prioridades.
Durante a abertura do evento, Arlindo Carvalho enumerou ainda um conjunto de acções feitas durante o seu mandato, na área de saúde, com criação da unidade laboral de análises bem como assistência pré-hospitalar e programas de saúde comunitária.
No plano social, a mesma fonte reafirmou que a dignidade humana não é negociável, destacando também o reforço da sustentabilidade institucional, a modernização e a aposta na transformação digital, que contribuíram para aumentar a transparência e a credibilidade da organização.
A nível internacional, a Cruz Vermelha de Cabo Verde consolidou parcerias e reforçou a sua presença em espaços de decisão africanos, acrescentou.
O dirigente sublinhou ainda o papel central dos voluntários, considerando-os o verdadeiro coração da instituição, e enquadrou a assembleia como um momento de definição de rumo, no âmbito de um novo ciclo estratégico para 2026-2030 focado em resultados.
“Não estamos apenas escolhendo lideranças, estamos definindo um rumo para o futuro, o próximo ciclo exige mais do que continuidade, transformar a Cruz Vermelha numa organização mais preventiva, mais resiliente, mais moderna e orientada para resultados concretos”, perspectivou.
Por seu turno, o vice-primeiro-ministro, ministro das Finanças e ministro da Economia Digital, Olavo Correia, que presidiu à sessão de abertura, realçou o “papel histórico e estratégico” da instituição, classificando-a como uma “referência nacional” no domínio social e humanitário.
O governante manifestou ainda a disponibilidade do Governo para trabalhar no sentido de acolher uma representação permanente da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em Cabo Verde, considerando que tal constituiria “um privilégio enorme” para o país.
Olavo Correia elogiou o percurso da organização ao longo de mais de cinco décadas e destacou o investimento recente em transparência, governação, saúde, sustentabilidade, inclusão e parcerias estratégicas, sublinhando os resultados alcançados pela actual direcção.
O governante valorizou também o alinhamento do plano estratégico da Cruz Vermelha com as prioridades nacionais, nomeadamente na redução do impacto de catástrofes, no reforço da resiliência comunitária e na expansão do acesso aos cuidados de saúde.
Num contexto internacional marcado por conflitos, pressões inflacionistas e alterações climáticas, o ministro das Finanças alertou para o agravamento das vulnerabilidades e a necessidade de reforçar a preparação e a capacidade de resposta.
JBR/ZS
Inforpress/Fim
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