Conselho das Finanças Públicas considera plausíveis previsões económicas para 2027 mas alerta para riscos

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Conselho das Finanças Públicas considera plausíveis previsões económicas para 2027 mas alerta para riscos
16/10/26 - 10:20 pm

Porto Inglês, 15 Out (Inforpress) – O Conselho das Finanças Públicas (CFP) considerou hoje, globalmente plausíveis, as previsões macroeconómicas do Governo para 2027, que apontam para um crescimento real de 5,6 por cento (%) do PIB e uma inflação média anual de 2%.

Na sequência da avaliação independente das previsões constantes das Directrizes do Orçamento do Estado para 2027, o CFP apresenta uma perspectiva ligeiramente mais prudente, projectando um crescimento económico de 5,3% e uma inflação de 2,2% no próximo ano.

No plano orçamental, as Directrizes prevêem uma redução do défice de 1,9% do PIB, em 2026, para 1% em 2027, enquanto o rácio da dívida pública deverá baixar de 94,1% para 90,4% do PIB no mesmo período.

Segundo o CFP, a concretização destas metas dependerá do desempenho da economia, da evolução das receitas e despesas públicas e da ausência de riscos orçamentais significativos.

Entre os principais riscos externos, o Conselho destaca um eventual abrandamento da economia da Área do Euro, a volatilidade dos preços internacionais da energia e dos produtos alimentares, bem como o agravamento das tensões geopolíticas e comerciais.

Estes factores poderão condicionar o crescimento económico, pressionar a inflação e afectar o poder de compra das famílias, alerta a instituição.

No plano interno, o CFP chama a atenção para os riscos associados às empresas públicas e participadas do Estado, aos passivos contingentes e à exposição de Cabo Verde a fenómenos climáticos extremos, com possíveis impactos na despesa pública, nas necessidades de financiamento e na sustentabilidade das finanças públicas.

Neste contexto, o Conselho considera fundamental que a programação orçamental assente em pressupostos macroeconómicos realistas e seja acompanhada de uma gestão prudente dos riscos, de forma a preservar a sustentabilidade das finanças públicas e a capacidade de resposta da economia perante eventuais choques adversos.

RL/HF

Inforpress/Fim

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