
Washington, 31 Mai (Inforpress) – A área em redor do centro de detenção de imigrantes Delaney Hall, na Nova Jérsia, foi hoje palco de confrontos entre manifestantes a favor e contra as políticas de migração do Presidente norte-americano, Donald Trump.
Os distúrbios começaram, segundo a imprensa local, quando um grupo a favor do serviço de imigração e alfândegas (ICE, na sigla em inglês) apareceu hoje perto de Delaney Hall, onde manifestantes estão acampados há mais de uma semana em protesto contra as alegadas condições desumanas a que os imigrantes detidos estão sujeitos no centro.
Um grupo de agentes federais com escudos antimotim - e alguns armados com espingardas - apoiado por um veículo blindado, estava também posicionado à entrada do centro, depois de esta semana se terem registado confrontos entre agentes do ICE e manifestantes anti-Trump.
Na sexta-feira, em resposta a violentos protestos que resultaram em nove detenções, a governadora democrata de Nova Jérsia, Mikey Sherrill, anunciou o estabelecimento de uma zona protegida para protestos pacíficos em frente ao centro.
A responsável explicou que não quer uma repetição dos acontecimentos de janeiro passado em Minneapolis, quando os agentes da imigração mataram dois cidadãos norte-americanos que protestavam contra rusgas policiais.
Deputados (membros da Câmara dos Representantes), ativistas e familiares estão em vigília há mais de uma semana no local exigindo respostas sobre a situação dentro da instalação gerida por uma empresa privada que alberga cerca de 300 imigrantes, alguns dos quais iniciaram uma greve de fome após denunciarem as condições desumanas.
O Delaney Hall, o maior centro de detenção do ICE na costa leste dos EUA, com mais de 1.000 vagas, é operado pelo GEO Group ao abrigo de um contrato de 15 anos, no valor de mil milhões de dólares.
Desde o início da campanha de deportações em massa de Trump, o centro de detenção tem sido alvo de críticas devido à superlotação que mantém.
Pelo menos 17 imigrantes morreram sob custódia do ICE desde o início do ano, mas uma investigação recente da CNN refere que quase 50 detidos do ICE morreram desde que Trump assumiu a presidência, o que constitui o número mais elevado de mortes em pelo menos duas décadas.
Inforpress/Lusa
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