
Cidade da Praia, 29 Mai (Inforpress) – O Centro Nacional Ortopédico e de Reabilitação Física (Cenorf) vai retomar na próxima semana a produção de próteses, suspensa desde Janeiro devido à falta de matéria-prima, anunciou hoje a presidente da Associação Cabo-verdiana de Deficientes (ACD), Joana Almada.
Em declarações à Inforpress, à margem de uma feira comunitária de saúde realizada na Praia, aquela responsável explicou que desde Janeiro deste ano, o centro esteve praticamente sem produção regular de próteses, conseguindo apenas efectuar requalificações de equipamentos já existentes.
Segundo Joana Almada, a interrupção afectou directamente a resposta aos utentes, numa altura em que o centro continua a receber novos pedidos, incluindo casos de vítimas de acidentes que necessitam de acompanhamento especializado.
“Temos uma fila de espera e pessoas que continuam a procurar os nossos serviços”, afirmou.
A presidente da ACD explicou que a retoma da produção acontece após o centro conseguir adquirir nova matéria-prima oriunda da Suíça para responder às necessidades mais urgentes.
Apesar disso, alertou que o Cenorf continua a enfrentar limitações ligadas à insuficiência de técnicos ortoprotesistas, informando que, actualmente, dispõe praticamente de um único técnico especializado para responder à procura existente.
“É desgastante para um único técnico conseguir dar resposta a toda a procura”, reconheceu.
Joana Almada reiterou ainda a ambição de transformar o Cenorf num centro de referência nacional na área da reabilitação física, com capacidade para oferecer consultas, exames, produção de próteses e acompanhamento técnico especializado num único espaço.
Defendeu igualmente o reforço dos recursos financeiros e humanos da instituição para garantir maior capacidade de resposta e sustentabilidade.
Entre os objectivos futuros do centro está também a criação de um serviço móvel de reabilitação para assegurar assistência às diferentes ilhas e comunidades mais afastadas.
Joana Almada anunciou ainda a intenção de lançar a primeira pedra ainda este ano para a construção de um novo centro de reabilitação, projecto que dependerá da mobilização de financiamento e parcerias.
Apesar dos desafios, considerou que o Cenorf tem conseguido manter a sua missão ao longo dos seus 21 anos de existência, embora reconheça que ainda não consegue responder plenamente às necessidades do país.
CM/ZS
Inforpress/Fim
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