Casimiro de Pina pede apoio do MpD na corrida presidencial

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Casimiro de Pina pede apoio do MpD na corrida presidencial
14/01/26 - 11:45 am

Cidade da Praia, 14 Jan (Inforpress) - O candidato presidencial Casimiro de Pina escreveu um apelo público em que se dirige ao Movimento para a Democracia (MpD - poder) a pedir o apoio do partido na sua candidatura à Presidência da República.

“Faço um apelo ao MpD e aos seus dirigentes neste 13 de Janeiro de 2026 um apelo à racionalidade. Se são verdadeiramente democratas, como dizem, apoiem desde já a Candidatura Presidencial de Casimiro de Pina. Sem subterfúgios, intrigas ou tacticismos de taberna”, escreveu o jurista na sua página pessoal de Facebook.

No apelo público dirigido aos dirigentes do MpD, Casimiro de Pina diz ser neste momento o único candidato capaz de vencer José Maria Neves, “pelo argumento consistente, e pelo domínio da Filosofia Política”, considerando que José Maria Neves “chefe informal do PAICV e que utiliza quotidianamente a presidência da República para fazer oposição ao Governo e degradar as instituições do Estado de direito democrático”.

O também professor universitário exorta o MpD a apostar na sua candidatura porque, “ao contrário de certas eminências pardas”, esteve nos “últimos 5 anos, de 2021 a esta parte, atento e interventivo, ao serviço da causa pública e dos alicerces do Estado constitucional”.

“Nunca desisti. Nunca me calei, apesar de todas as perseguições e malfeitorias da tropa fandanga”, vincou.

Casimiro de Pina anunciou formalmente a 09 de Janeiro a sua candidatura à presidência da República de Cabo Verde, defendendo que a democracia cabo-verdiana enfrenta actualmente “uma clara subversão constitucional” por parte do actual Presidente, José Maria Neves.

“Temos uma espécie de ataque por dentro. O Presidente da República, o actual inquilino do Palácio do Platô, subverte diariamente a Constituição da República e ataca comprovadamente a Constituição por dentro”, afirmou Casimiro de Pina, durante a apresentação da sua candidatura, na cidade da Praia.

O candidato justificou a sua decisão como uma forma de “defender a democracia, a sua base constitucional e a liberdade”, lembrando o seu percurso enquanto crítico da governação de Neves.

JMV/TC//CP

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