Cidade da Praia, 02 Out (Inforpress) - O montante de 41 milhões de dólares é o valor do projecto “Acelerar a transição de Cabo Verde para a Economia Azul e Verde”, implementado numa primeira fase nas ilhas de Santiago, Maio, Fogo e Brava.
O anúncio foi feito hoje pelo ministro do Ambiente, Acção Climática e Energia, Carlos Varela, em declarações à imprensa na cidade da Praia, antes do lançamento oficial do projecto e a primeira reunião do comité de pilotagem.
“O valor deste projecto é de 41 milhões de dólares e já temos financiamento garantido através do GEF [Fundo Global para o Ambiente] de 10 milhões e também temos outros parceiros que vão intervir para completar este projeto”, afirmou o governante.
De acordo com Carlos Varela, o projecto terá a duração de cinco anos e prevê intervenções nas áreas marinhas, costeiras e terrestres, incluindo áreas protegidas e parques naturais em Santiago, Maio, Fogo e Brava, nesta primeira fase, para depois ser avaliada a experiência e a possibilidade de se expandir para outras ilhas
“Nós vamos intervir nas áreas de permitir uma pesca sustentável, criar condições para que façamos a gestão e promoção de um turismo sustentável, criando ou preservando a natureza”, explicou.
O ministro destacou ainda a dimensão social da iniciativa, defendendo que a protecção ambiental deve ser acompanhada pela criação de condições de rendimento para as comunidades que dependem dos recursos naturais, como por exemplo, pescadores e as mulheres que comercializam pescado.
“Teremos que potenciar a biodiversidade, os fenómenos ambientais e os recursos naturais que existem nessas áreas para que efectivamente possam ser utilizados a nível do turismo, e envolver sobretudo também as pessoas que são fragilizadas do ponto de vista económico”, afirmou.
Sobre a apanha de areia, Carlos Varela afirmou que o Governo está a preparar um programa nacional para criar alternativas de rendimento às famílias que dependem dessa actividade, defendendo igualmente a produção de areia mecânica, com recurso ao investimento privado, como parte da resposta à problemática.
“Não podemos simplesmente condicionar a apanha de areia deixando as famílias de fora”, sustentou, acrescentando que o objectivo é criar alternativas de vida e, posteriormente, condicionar de forma efectiva a apanha de areia, devido aos impactos ambientais.
O projecto “Acelerar a transição de Cabo Verde para a Economia Azul e Verde” é implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e executado pelo Ministério do Ambiente, Acção Climática e Energia, através da Direcção Nacional do Ambiente (DNA).
A cerimónia de lançamento teve também intervenções do director Nacional do Ambiente, João Mascarenhas e da representante da FAO Kátia Neves.
No evento estiveram presentes ainda representantes de instituições nacionais, dos municípios das ilhas abrangidas, dos parceiros de desenvolvimento, do sector privado e das organizações da sociedade civil.
DR/CP
Inforpress/Fim
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