
Mindelo, 30 Out (Inforpress) – Cabo Verde deverá contar, em 2027, com três a cinco mamógrafos para reforçar o rastreio e o diagnóstico precoce do cancro da mama, anunciou hoje, em São Vicente, o ministro da Saúde, Lúcio Fernandes.
O governante falava à imprensa após testemunhar a entrada em funcionamento do Polo Oncológico do Hospital Baptista de Sousa (HBS), em São Vicente, resultante de uma parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, através de um protocolo que disponibilizou um financiamento de quase 700 mil euros para o tratamento oncológico em Cabo Verde nos próximos anos.
Segundo Lúcio Fernandes, neste momento Cabo Verde dispõe de apenas um mamógrafo funcional, instalado no Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), na cidade da Praia, situação que considera insuficiente para assegurar o rastreio a nível nacional.
“Vamos instalar um mamógrafo no Hospital Baptista de Sousa, mas também vai ser possível, em 2027, termos no mínimo três a cinco mamógrafos, para podermos diagnosticar o cancro da mama nos estádios um e dois, um pouco por todo o País”, anunciou.
O ministro sublinhou que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as possibilidades de tratamento e recuperação dos doentes, tendo em conta o crescimento do número de casos de doenças oncológicas.
“Em 2024 e 2025 foram diagnosticados em Cabo Verde 448 casos de doenças oncológicas. Nos homens, o principal foi o cancro da próstata e, nas mulheres, o cancro da mama”, indicou, defendendo o reforço das campanhas de sensibilização, da prevenção e da capacidade de rastreio.
Lúcio Fernandes anunciou ainda que o Governo pretende aumentar a capacidade de realização de exames de Tomografia Axial Computadorizada (TAC), passando dos actuais dois aparelhos, existentes nos hospitais Agostinho Neto e Baptista de Sousa, para oito até ao final de 2027.
Para esse efeito, adiantou que será lançado um concurso para aquisição de mais quatro equipamentos, com vista a reforçar os meios de diagnóstico das doenças oncológicas em diferentes ilhas.
O governante avançou igualmente que o reforço dos equipamentos será acompanhado pela instalação de aparelhos de endoscopia e colonoscopia, tendo em conta o aumento dos casos de cancro do estômago e as listas de espera existentes para a realização desses exames.
Actualmente, explicou, estes procedimentos são realizados no sistema público de saúde apenas nos hospitais Baptista de Sousa, em São Vicente, e Agostinho Neto, na Praia, o que obriga muitos doentes de outras ilhas a deslocarem-se para estas duas estruturas hospitalares.
CD/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar