Cabo Verde aposta na inteligência geoespacial e inovação digital para transformar saúde pública

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Cabo Verde aposta na inteligência geoespacial e inovação digital para transformar saúde pública
16/10/26 - 02:15 pm

Cidade da Praia, 16 Out (Inforpress) – A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) considerou hoje que a transformação digital e a inovação tecnológica “já são pilares estratégicos e indispensáveis” para a construção de um sistema de saúde “mais resiliente e eficiente”.

Sandra Brito falava numa sessão de apresentação informativa de demonstração e formação inicial sobre o ecossistema geoespacial e a plataforma “Preparedness Data Exchange” (PDX), realizado no Salão de Banquete do Palácio do Governo, na cidade da Praia, durante uma missão técnica conjunta entre o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A inteligência geoespacial aplicada à saúde permite-nos mapear com precisão, antecipar riscos, otimizar o planeamento dos nossos serviços e agir de forma célere e fundamentada perante emergências de saúde pública”, disse, sublinhando que para que estas ferramentas atinjam o seu verdadeiro potencial, o fator humano e a cooperação institucional são determinantes.

A representante da OMS em Cabo Verde, Ann Lindstrand, por seu lado, considerou que com a implementação da plataforma PDX o país está a dar “um passo decisivo” na modernização do seu sistema de saúde.

A iniciativa, conforme realçou, surge num momento estratégico, alinhando-se com a finalização da Política Nacional de Saúde 2026/2035 e com a Estratégia Nacional de Saúde Digital 2024/2028.

A introdução desta tecnologia, afirmou, resulta de “uma intensa missão de trabalho sectorial”, que avaliou a prontidão geoespacial de Cabo Verde para garantir decisões de saúde pública “mais rápidas, precisas e orientadas” para as necessidades reais da população.

“A integração de dados geográficos permite ir além das estatísticas tradicionais. O objetivo central é responder a perguntas críticas para a gestão de recursos e resposta a crises com mapeamento de surtos”, acrescentou, alegando que não basta saber o número de casos de uma doença, mas saber também identificar exatamente onde estão a ocorrer.

Esse mecanismo permite ainda “uma maior acessibilidade” aos problemas com a identificação das populações que enfrentam barreiras físicas e geográficas para aceder aos cuidados de saúde, planeamento estratégico no apoio do desenho da rede de cuidados, distribuição de infraestruturas e preparação para emergências e antecipação de riscos, “transformando dados brutos em informação útil em tempo real”.

Durante uma semana de trabalho, a missão conjunta avaliou a qualidade e a utilização dos dados existentes no arquipélago, integrando progressivamente informações para fortalecer a inteligência epidémica e os sistemas de alerta precoce, orientando as decisões de saúde para as necessidades reais da população.

“O sucesso será alcançado quando estes instrumentos ajudarem profissionais e decisores a responder melhor às perguntas reais da saúde pública. A OMS continua a trabalhar lado a lado com o Ministério da Saúde e com as instituições nacionais neste processo”, finalizou.

PC/AA

Inforpress/Fim

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