
Nova Sintra, 01 Abr (Inforpress) – Agricultores da ilha Brava consideraram hoje que a produção de verduras, este ano, é fraca, devido à falta de água que tem afectado a ilha há vários anos, condicionando o desenvolvimento do sector agrícola.
Em declarações à Inforpress, o agricultor Nelson Tavares salientou que a agricultura na ilha tem vindo a enfraquecer, significativamente, tendo em conta a persistente escassez de água.
“O desenvolvimento da agricultura neste município está a enfraquecer, tendo em conta o problema da água que já existe há muito tempo”, afirmou, sublinhando que esta situação afecta directamente a produção agrícola e a vida quotidiana da população.
Segundo o mesmo, tanto para a agricultura como para a criação de animais, a disponibilidade de água tem sido insuficiente em toda a ilha.
Acrescentou ainda que os agricultores aguardam pela conclusão do projecto de dessalinização da água do mar, sem, contudo, terem uma data concreta para a sua entrada em funcionamento.
Face a esta realidade, Nelson Tavares explicou que muitos agricultores recorrem à compra de água transportada em camiões-cisterna, apesar dos elevados custos e das frequentes avarias dos veículos, o que dificulta ainda mais o acesso a este recurso essencial.
“Neste momento temos produção de batata inglesa, cebola e tomate, embora seja uma produção fraca por causa da escassez de água. Tenho duas pessoas que trabalham comigo durante o ano, mas actualmente a vida não está nada fácil na nossa ilha, nesta área”, disse.
O agricultor defendeu que o Governo deve acelerar a conclusão do projecto da dessalinizadora, considerando que a sua entrada em funcionamento poderá representar uma solução definitiva para a problemática da água na ilha Brava.
“Esta é a nossa esperança para a resolução deste problema, mas ainda não há uma data certa para o funcionamento do projecto. Disseram que seria no mês de Março e hoje já é Abril, no entanto, ainda nada”, lamentou.
Apesar das dificuldades, o agricultor garantiu que não pretende abandonar a actividade agrícola.
“Não vou desistir da agricultura, pois este é o meu trabalho e o meu ganha-pão. Mesmo com grandes dificuldades, vou continuar a lutar e a trabalhar até onde puder, esperando que este problema que afecta a nossa área venha a ser resolvido o mais breve possível”, concluiu.
DM/HF
Inforpress/Fim
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