
Sal-Rei, 03 Jun (Inforpress) – O presidente do Siacsa, Gilberto Lima, denunciou hoje que a Delegação do Ministério da Saúde na Boa Vista está a reter, desde 2022, as quotas sindicais descontadas directamente nos salários dos trabalhadores, valor superior a 670 contos.
Em conferência de imprensa para balanço da sua estada na ilha, o presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (Siacsa) especificou que a dívida acumulada a favor da organização já supera os 672 contos.
Gilberto Lima explicou que a retenção destes valores tem criado "sérias dificuldades" à gestão financeira do próprio sindicato no cumprimento de compromissos com rendas e trabalhos de defesa, reprovando o facto de a instituição patronal reter as verbas e não as canalizar para o destino final.
A par da questão financeira, o sindicalista apontou que a Delegação de Saúde enfrenta problemas idênticos aos da autarquia local no que diz respeito ao atraso e falhas na efectivação do enquadramento do pessoal no PCFR.
Gilberto Lima estendeu as críticas à actuação de alguns operadores económicos internacionais sediados na ilha, afirmando que muitos trabalhadores continuam a ser "tratados como mercadorias", privados de inscrição no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e sujeitos a assédio moral.
O presidente do Siacsa lamentou ainda a postura da classe política e das entidades empregadoras perante o papel dos sindicatos, criticando o "esquecimento" das organizações sindicais durante as últimas campanhas eleitorais.
Ao finalizar, Gilberto Lima manifestou um voto de optimismo e defendeu que o novo executivo governamental deve encarar os sindicatos como verdadeiros parceiros nacionais, de forma a garantir dias melhores e dignidade para a classe trabalhadora cabo-verdiana nesta nova legislatura.
MGL/ZS
Inforpress/Fim
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