
Cidade da Praia, 10 Abr (Inforpress) - A nova plataforma digital para o sector cultural representa “um avanço importante” para os profissionais da cultura e facilita o acesso a documentos e serviços sem necessidade de deslocações, considerou o artista plástico Tutu Sousa.
Em declarações à imprensa, hoje, à margem da cerimónia de apresentação da plataforma digital apresentada pelo Ministério da Cultura e Indústrias Criativas e que foi presidida pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, o artista afirmou que a plataforma representa uma mais valia para os profissionais do sector.
“O sistema permitirá aos profissionais do sector tratar de vários procedimentos a partir do ateliê ou de casa porque envia uma mensagem, preenche um formulário e tem acesso a este documento”, afirmou, sublinhando que a digitalização acompanha a evolução do mundo e evita que os artistas “fiquem de fora”.
Segundo Tutu Sousa, a plataforma poderá facilitar o relacionamento entre os artistas e as instituições, mas continuam a existir desafios que exigem regulamentação e respostas concretas.
Entre os principais constrangimentos que a sua classe enfrenta ainda apontou as dificuldades enfrentadas pelos artistas no transporte de obras, sobretudo quando viajam com quadros e outros materiais de grandes dimensões.
“Quando a gente viaja com um quadro, por exemplo, há burocracias e, às vezes, no aeroporto, querem cobrar taxas que nem sempre fazem sentido”, declarou, defendendo por isso, que a futura regulamentação do sector contemple mecanismos que facilitem o transporte de obras e materiais artísticos.
Por sua vez, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou que a plataforma foi concebida para aproximar os serviços públicos dos artistas e integrar, num único espaço digital, informações, candidaturas, incentivos e acompanhamento de processos.
Segundo o chefe do Governo, a componente mais importante do sistema não é apenas a disponibilização de informação institucional, mas a ligação directa com os beneficiários e utentes do sector cultural.
Para o governante, as indústrias criativas devem ganhar maior peso na economia cabo-verdiana, através da criação de emprego, rendimento e valorização da arte e da cultura produzidas no país.
CM/AA
Inforpress/Fim
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