
Cidade da Praia, 01 Mai (Inforpress) – A presidente do Sindicato Democrático dos Professores (SINDPROF), Lígia Herbert, reafirmou hoje o compromisso da estrutura sindical na defesa e valorização dos professores e educadores de infância, apelando à união da classe para enfrentar os desafios do setor.
Na sua mensagem alusiva ao Dia Internacional do Trabalhador, assinalado hoje, a responsável sublinhou que ser professor e educador de infância em Cabo Verde constitui não apenas uma profissão, mas também um compromisso com o desenvolvimento humano, a justiça social e a esperança coletiva.
“Neste 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, dirijo-me a cada um de vós com profundo respeito, reconhecimento e sentido de responsabilidade. Celebramos hoje não apenas o valor universal do trabalho, mas, de forma muito particular, a missão nobre que diariamente assumem na construção do futuro do nosso país”, afirmou.
Lígia Herbert recordou que, ao longo dos anos, os professores têm enfrentado desafios significativos e travado lutas em defesa da dignidade da classe docente, da valorização profissional e da melhoria das condições de trabalho.
Segundo acrescentou, as conquistas alcançadas resultam da união, coragem e persistência dos profissionais que defendem uma educação de qualidade assente em docentes “respeitados, motivados e devidamente reconhecidos”.
“Cada avanço, por menor que pareça, é o reflexo de uma luta legítima e contínua”, referiu, defendendo que persistem desafios que exigem coesão, firmeza e determinação.
A dirigente sindical considerou ainda fundamental que a classe docente se mantenha mobilizada, consciente dos seus direitos e deveres, e comprometida com a construção de uma escola pública “mais justa, inclusiva e de qualidade”.
Na sua perspetiva, o 1.º de Maio deve constituir um momento de reflexão e de renovação do compromisso com a luta coletiva, sublinhando que, com união e perseverança, os professores poderão continuar a construir uma história de dignidade e conquistas.
O Dia Internacional do Trabalhador assinala-se em homenagem às lutas laborais iniciadas em 1886, em Chicago (Estados Unidos), quando centenas de milhares de trabalhadores exigiram a redução da jornada de trabalho de 13 para oito horas diárias.
A repressão policial que se seguiu provocou mortos e feridos, dando origem a novos protestos e a forte indignação pública. Em 1889, o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, instituiu o 1.º de Maio como data internacional dos trabalhadores.
ET/JMV
Inforpress/Fim
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