Visão 2050 da CEDEAO representa aspiração profunda dos povos da África Ocidental - Kelly Lopes

Inicio | Cooperação
Visão 2050 da CEDEAO representa aspiração profunda dos povos da África Ocidental - Kelly Lopes
27/04/26 - 06:11 pm

Cidade da Praia, 27 Abr (Inforpress) – A representante residente interina da CEDEAO em Cabo Verde, Kelly Lopes, defendeu hoje que a Visão 2050 da organização “não é um simples documento estratégico”, pois representa uma “aspiração profunda dos povos da África Ocidental”.

Kelly Lopes falava no discurso de abertura da sessão de sensibilização sobre a Visão 2050 e o Sistema de Alerta Precoce e Resposta realizada esta tarde na Cidade da Praia no âmbito das suas acções de sensibilização e promoção da integração regional.

Segundo aquela responsável, o instrumento permite construir até o horizonte 2050 uma comunidade plenamente integrada, vivendo numa região pacífica e próspera, dotada de instituições fortes, respeitadora das liberdades fundamentais e empenhada no desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Kelly Lopes disse que o lema “CEDEAO dos Povos, Paz e Prosperidade para Todos” reflecte esta ambição colectiva e reforça a necessidade de participação activa dos cidadãos no processo de transformação regional.

A representante sublinhou que a Visão 2050 coloca o cidadão da África Ocidental no centro da acção comunitária, com atenção especial às mulheres, jovens e camadas mais vulneráveis, assegurando que ninguém fique para trás no caminho para o progresso.

De acordo com a mesma fonte, o documento está alinhado com quadros nacionais, regionais e internacionais de desenvolvimento, integrando desafios emergentes.

Está estruturado em cinco pilares fundamentais, designadamente uma região segura e estável, boa governação democrática, integração económica fortalecida, desenvolvimento inclusivo e sustentável, e uma CEDEAO mais próxima dos povos.

Neste quadro, salientou ainda que o sucesso da visão dependerá da integração de temáticas transversais como género, juventude, digitalização e alterações climáticas.

Kelly Lopes lembrou que a Visão 2050 dá continuidade à Visão 2020, cuja implementação permitiu “avanços significativos” na estabilidade regional, cooperação entre Estados-membros, livre circulação de pessoas e bens, bem como no desenvolvimento de infra-estruturas e inclusão social.

Aquela responsável adiantou ainda que estes progressos foram possíveis graças ao envolvimento do sector privado, parceiros técnicos e financeiros e actores comunitários, cujo papel continua determinante.

Por outro lado, indicou que a nova visão pretende reforçar a apropriação a nível nacional, envolvendo organizações, empresas e lideranças locais, sendo que o seu sucesso dependerá de liderança forte, vontade política e responsabilidade partilhada.

Kelly Lopes apelou ainda ao compromisso de todos os cidadãos, considerando-os como elo entre as políticas regionais e as realidades nacionais, além de agentes essenciais na mobilização, inovação e transformação social.

“É através das vossas acções que esta visão ganhará vida. Fazemos hoje todos um apelo a este compromisso, enquanto cidadãos comunitários”, disse.

LT/ZS

Inforpress/Fim

Partilhar