
Santa Maria, 14 Abr (Inforpress) - Um empresário do ramo dos transportes na ilha do Sal denunciou hoje a deposição ilegal de escombros e entulhos na zona industrial de Fátima, em Santa Maria, apontando falta de fiscalização e desigualdade no sector.
Francisco Lopes, proprietário da empresa Franca Imobiliária, explicou à Inforpress que foi notificado há cerca de três meses pela Direcção-Geral do Ambiente (DGA) para não utilizar aquela área como vazadouro.
Desde então, assegura estar a cumprir as normas, encaminhando os resíduos para a lixeira municipal no Morrinho de Carvão, nos Espargos.
Contudo, o empresário afirma que outros operadores continuam a descarregar detritos na zona de Fátima sem qualquer intervenção das autoridades, o que considera configurar uma situação de "concorrência desleal".
“Os custos de transporte para a lixeira municipal são significativamente mais elevados, o que encarece os meus serviços em comparação com os de outros camionistas que utilizam ilegalmente a zona de Fátima”, lamentou Francisco Lopes.
O operador disse ainda conhecer a origem de parte dos entulhos depositados no local, referindo-se a obras de demolição e construções em Santa Maria, cujos resíduos estariam a ser despejados indevidamente naquela área.
Francisco Lopes decidiu tornar pública a situação por considerar injusto ser o único notificado até ao momento.
Contactada pela Inforpress, a representação da Direcção-Geral do Ambiente no Sal reiterou que o único local autorizado para a deposição de resíduos na ilha é a lixeira do Morrinho de Carvão, sendo estritamente proibida a utilização de qualquer outro espaço para esse fim.
Por seu lado, a Direcção do Serviço de Saneamento da Câmara Municipal do Sal informou que tomou nota da denúncia e prometeu pronunciar-se sobre o caso e eventuais medidas de fiscalização nos próximos dias.
NA/CP
Inforpress/Fim
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