
Nova Sintra, 13 Abr (Inforpress) - A presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), Lígia Herbert, afirmou hoje, na Brava, que a organização mantém uma "escuta activa" junto da classe docente para reforçar as reivindicações salariais e a implementação do PCFR.
Lígia Herbert, que efectua uma visita de trabalho à ilha, explicou à Inforpress que a deslocação se enquadra numa agenda nacional para acompanhar de perto as preocupações dos professores e sublinhar que a luta sindical ainda não terminou.
A responsável recordou que a reivindicação inicial da classe docente aponta para um aumento salarial de 36 por cento (%), sendo que, até ao momento, apenas 16% foram concretizados.
“Estamos aqui a relembrar aos professores que a luta continua, porque ainda falta uma parte significativa (20%) por concretizar”, frisou a sindicalista.
Durante a visita, a presidente do Sindprof tem agendados encontros com os responsáveis municipais, nomeadamente com o presidente da câmara, para avaliar a implementação do Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR), com especial atenção às educadoras de infância.
Lígia Herbert alertou que, embora o PCFR tenha sido publicado em Outubro, a sua aplicação efectiva ainda não é uma realidade em todos os municípios.
“É lei, e as câmaras municipais precisam de cumprir. Há concelhos que já implementaram, mas outros continuam aquém do desejado”, destacou, defendendo que a implementação deve incluir os devidos efeitos retroactivos.
A sindicalista denunciou igualmente a existência de disparidades salariais entre profissionais que exercem as mesmas funções em diferentes ilhas, uma situação que considera injusta e que exige uniformização nacional.
“Há muito por fazer em todas as ilhas. As educadoras de infância ainda não atingiram o salário definido pelo Governo e, sendo uma lei, deve ser cumprida”, concluiu a presidente do Sindprof, reforçando que os constrangimentos identificados na Brava reflectem uma realidade transversal a todo o país.
DM/CP
Inforpress/ Fim
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