
Cidade da Praia, 13 Abr (Inforpress) – A presidente da Associação das Agências de Viagens e Turismo, Marvela Rodrigues, afirmou hoje que a retoma da ligação aérea entre Recife e Cabo Verde terá um “impacto significativo” no turismo e na dinamização económica entre ambos.
Em declarações à Inforpress, a responsável sublinhou que esta rota era “muito aguardada” pelo sector, destacando o elevado potencial do mercado brasileiro.
Segundo Marvela Rodrigues, Recife representa uma oportunidade estratégica tanto para o turismo como para os negócios, lembrando que os cabo-verdianos já mantinham relações comerciais rentáveis com o Brasil no passado.
“Acho que vai ser uma abertura importante no nosso mercado e com o mercado brasileiro também”, afirmou, acreditando que a nova ligação vai impulsionar o fluxo de passageiros em ambas as direcções, beneficiando directamente a hotelaria, a restauração e as agências de viagens.
A mesma fonte recordou ainda as experiências anteriores com pacotes turísticos para o Brasil, especialmente com destinos como Fortaleza, defendendo que essa dinâmica deverá ser retomada.
Para a presidente da Associação das Agências de Viagens e Turismo, a curta duração do voo - estimada em quatro horas - e os preços considerados acessíveis são factores determinantes que facilitam a criação de pacotes turísticos competitivos, incluindo alojamento e transfers.
Questionada sobre a possibilidade de atrair um novo perfil de turista, Marvela Rodrigues mostrou-se confiante, referindo o interesse crescente de cidadãos de regiões como Salvador da Bahia, motivados pelas afinidades históricas e culturais.
“Acredito que, feita uma boa promoção, vamos ter um novo mercado turístico para Cabo Verde”, vaticinou.
Relativamente a preparação das agências de viagens em promover o novo corredor turístico, Marvela Rodrigues garantiu que o sector já está a trabalhar nisso, admitindo a possibilidade de aumentar a frequência caso a procura corresponda às expectativas.
A retoma desta rota, prevista para a partir de 06 de Maio, marca o fim de um hiato provocado pela pandemia de covid-19 e promete reforçar os laços económicos e culturais no Atlântico Sul.
JBR/CP
Inforpress/Fim
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