
Cidade da Praia, 10 Abr (Inforpress) - A presidente da empresa Água de Rega, Ângela Moreno, negou hoje, na cidade da Praia, a falta de água no Colonato de Tarrafal, esclarecendo que o sistema funciona num regime de alternância ajustado às necessidades das culturas.
A reacção da empresa pública surge na sequência de manifestações de agricultores daquela localidade, que denunciaram recentemente prejuízos na produção devido a alegadas falhas no abastecimento e má gestão dos recursos hídricos.
Em conferência de imprensa, Ângela Moreno contestou as acusações, assegurando que a disponibilidade actual no Colonato ronda os mil metros cúbicos por dia, volume que considera suficiente para a irrigação dos cerca de 63 hectares de área cultivada.
Segundo a responsável, o sistema de rega funciona com base em alternância, ajustado às necessidades agronómicas das culturas e à área disponível, sustentando que a água existente é suficiente para garantir a produção quando respeitado o calendário estabelecido.
“Não estamos perante falta de água, mas sim perante uma situação de alternância. Existe um calendário de rega que precisa de articulação com os agricultores para garantir que a produção seja sustentada”, declarou a responsável, sublinhando que o sistema é dinâmico e actualizado conforme a entrada de novos produtores.
A presidente revelou ainda que, nos últimos anos, o Governo investiu cerca de 70 mil contos especificamente no Colonato, inseridos num pacote global de 158 mil contos aplicados no município do Tarrafal em infra-estruturas hidráulicas e energia.
Entre os investimentos, destacou um novo reservatório de mil metros cúbicos, inaugurado em Fevereiro, que permitiu reduzir perdas no sistema superiores a 40 por cento (%) no sistema que abastece a zona de Achada Boi e o Colonato.
Ângela Moreno referiu também que actos de vandalismo nas infra-estruturas têm condicionado o funcionamento da rede e apelou a uma maior colaboração dos produtores na manutenção dos equipamentos.
Quanto à presença de acácias - outra queixa dos agricultores - a responsável indicou que a empresa está a articular com o Ministério da Agricultura para a remoção das espécies que afectam a actividade.
A gestora terminou com um apelo ao reforço do diálogo, à sustentabilidade do sistema e ao compromisso dos agricultores com o pagamento dos serviços prestados, visando garantir a continuidade do abastecimento.
KF/SR//CP
Inforpress/Fim
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