
Sal Rei, 03 Abr (Inforpress) – A "Conversa Aberta" que marcou o arranque nesta quinta-feira, 02, da campanha nacional sobre saúde menstrual, promovida pela primeira-dama, contou com forte apelo dos homens presentes para uma maior inclusão e continuidade deste tipo de debates nas comunidades.
Durante o encontro no Bairro da Boa Esperança, os homens presentes, pais e líderes comunitários, não se limitaram ao papel de ouvintes, partilharam testemunhos e afirmaram que o conhecimento sobre o ciclo menstrual feminino é “fundamental” para o apoio enquanto educadores e parceiros.
Para os participantes, quebrar o silêncio ajuda a eliminar o desconforto e o "temor" provocado pela desinformação sobre a menstruação.
A primeira-dama, Débora Katísa Carvalho, reagiu com entusiasmo à receptividade dos homens, indicando que a presença de homens é um “passo gigante para tirar o tabu" da sociedade.
“Foi muito bom nessa conversa na Boa Vista ver a presença de homens, e todos os seus testemunhos foi no sentido de: nós também queremos participar nessa conversa, somos pais, namorados, irmãos e tios, nós homens também temos responsabilidade”, destacou, citando os testemunhos ouvidos durante a tarde.
O presidente da Câmara Municipal da Boa Vista, Cláudio Mendonça, deu voz a este sentimento ao admitir que, embora o tema tenha sido historicamente "difícil" para o género masculino, é urgente mudar a postura.
O autarca defendeu que o envolvimento dos homens é crucial para prevenir a gravidez na adolescência e para garantir que as jovens se sintam apoiadas no seio familiar.
Os participantes foram unânimes ao solicitar a continuidade destas iniciativas, considerando que o diálogo aberto ajuda a eliminar o "temor" e o desconforto que ainda rodeiam o tema.
Para os presentes, a saúde menstrual deixou de ser um "assunto de mulheres" para ser assumida como uma questão de bem-estar comum e dignidade humana.
A iniciativa, que arrancou na Boa Vista, servirá de modelo para as próximas etapas da campanha nacional da primeira-dama, que defende uma pedagogia inclusiva para transformar a mentalidade de toda a sociedade cabo-verdiana.
MGL/ZS
Inforpress/Fim
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