
Cidade da Praia, 26 Mar (Inforpress) – O Programa Procultura termina na terça-feira, 31, após sete anos de execução, com um balanço considerado positivo, estando já prevista uma segunda fase, Procultura II, que deverá ser coordenada por Cabo Verde.
A gestora do projecto, Mercedes Pinto, afirmou hoje que o programa, iniciado em 2019, contribuiu para o desenvolvimento da comunidade artística e da economia cultural e criativa nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste.
Segundo a responsável, o Procultura investiu cerca de oito milhões de euros em projectos nas áreas da música e das artes cénicas, além de apoiar a formação superior, com a atribuição de 27 bolsas de mestrado e 17 de licenciatura.
Mercedes Pinto destacou ainda a criação de cursos técnico-profissionais em parceria com a Universidade de Cabo Verde, apontando esta iniciativa como um dos principais legados do programa.
Por sua vez, a embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Sylvie Millot, salientou o impacto do Procultura na promoção do intercâmbio cultural e na criação de redes entre países e continentes.
A diplomata anunciou a segunda fase do programa, Procultura II, com um financiamento de cerca de 10 milhões de euros, destinada a reforçar as redes existentes, ampliar oportunidades e intensificar a mobilidade artística entre os países parceiros.
Sylvie Millot sublinhou que os resultados alcançados ao longo dos sete anos reforçam a confiança na continuidade do programa, destacando ganhos ao nível da qualificação, valorização do património cultural e dinamização do sector artístico.
O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, considerou que o Procultura teve um impacto significativo no fortalecimento do sector cultural, nomeadamente ao nível da formação, financiamento e apoio ao sector privado.
O governante adiantou que Cabo Verde deverá assumir a coordenação da nova fase, embora os detalhes técnicos e operacionais ainda estejam em definição.
Iniciado em Abril de 2019, o Procultura termina a 31 de Março de 2026. O programa focou-se na promoção do emprego e de actividades geradoras de rendimento no sector cultural, com incidência na música, artes performativas e literatura infanto-juvenil.
A iniciativa integra a Parceria Estratégica UE PALOP-TL, sendo financiada pela União Europeia, co-financiada e gerida pelo Camões, I.P., e co-financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian.
CG/SR/JMV
Inforpress/Fim
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