
Santa Maria, 25 Mar (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas anunciou hoje, na abertura da URDI, em Santa Maria, que, a partir de 2027, o Governo pretende realizar três edições anuais do evento, abrangendo as principais ilhas turísticas do país.
Sob o lema “Valorizar o que é nosso”, o certame assinala um novo ciclo na estratégia de descentralização cultural.
Segundo Augusto Veiga, a Feira Nacional de Artesanato e Design (URDI) passará a ter um calendário fixo em três frentes: São Vicente, em Novembro, Sal, em Abril, e Boa Vista, durante o Verão.
“A URDI nasce hoje no Sal, mas nasce com uma ambição nacional. Queremos um sector forte, estruturado e reconhecido, capaz de afirmar Cabo Verde como um território de criatividade e autenticidade”, afirmou o governante, destacando a importância de aproximar o artesanato nacional dos milhares de turistas que visitam a ilha.
O ministro sublinhou que os 55 artesãos presentes nesta edição são “guardiões de saberes ancestrais” e que a feira representa um compromisso firme com a valorização da identidade e o reforço da economia das famílias.
Durante a intervenção, Augusto Veiga reafirmou o compromisso do Executivo com o reforço das infra-estruturas culturais na ilha do Sal.
O governante anunciou uma “intervenção profunda” no Centro Cultural de Santa Maria, com vista à sua transformação num espaço multiusos de referência.
Adicionalmente, confirmou que o projecto para o Centro de Arte e Cultura dos Espargos, que irá acolher a Escola de Música Tututa, já está concluído, em parceria com a autarquia local.
O presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, reforçou a posição do ministro, defendendo que a cultura deve ser encarada como uma indústria capaz de gerar riqueza.
Segundo o autarca, a ilha do Sal oferece o cenário ideal para que o talento dos artesãos se traduza em rendimento directo, através do contacto com o sector hoteleiro e os visitantes.
“O artista tem de ganhar dinheiro. O turista tem um orçamento à parte para ‘souvenirs’ e temos de aumentar essa percentagem”, defendeu Júlio Lopes, apelando à qualificação contínua do produto artesanal cabo-verdiano, de forma a valorizar o seu posicionamento no mercado.
A primeira edição da URDI no Sal é uma iniciativa do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD), em parceria com a Câmara Municipal do Sal e diversos parceiros institucionais.
NA/JMV
Inforpress/Fim
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