
Espargos, 25 Mar (Inforpress) – Os técnicos de informação e comunicação aeronáutica, os profissionais de telecomunicações aeronáuticas e os colaboradores das áreas de suporte à gestão da ASA decidiram marcaram nova greve de 72 horas, após fracassarem as negociações com a administração.
A decisão, tomada por unanimidade após o balanço da paralisação realizada em meados deste mês, surge, conforme uma nota enviada à Inforpress, como “resposta à ausência de soluções” para as reivindicações destas três classes profissionais.
De acordo com a nota do sindicato que representa os trabalhadores, o novo período de greve terá início às 07:30 do dia 31 de Março e terminará às 07:30 do dia 03 de Abril, tendo o respetivo pré-aviso já sido entregue à administração da empresa Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) e à Direcção Regional do Trabalho.
A mesma fonte assinalou que as partes se reuniram na segunda-feira, 23, a pedido da empresa, mas o encontro terminou “sem entendimento”.
Os trabalhadores alegam que as propostas apresentadas pela administração da ASA não satisfazem as suas pretensões e que, a serem aceites, iriam agravar as "injustiças e discrepâncias" já existentes no seio da empresa no que diz respeito aos enquadramentos profissionais.
Durante a negociação, os funcionários apresentaram uma contraproposta de enquadramento escalonado que privilegia o tempo de serviço, visando repor a equidade, mas a mesma não foi acolhida pela empresa, o que levou à suspensão das negociações.
As três classes profissionais mantêm a sua pauta reivindicativa centrada no “reenquadramento pautado pela justiça e igualdade”, exigindo ainda a atribuição do subsídio de tecnicidade para os profissionais de telecomunicações aeronáuticas e o subsídio de qualificação para os técnicos de informação e comunicação aeronáutica.
O conflito laboral segue agora para uma reunião de mediação conduzida pela Direcção do Trabalho, agendada para a próxima sexta-feira, 27, pelas 09:30.
Apesar da marcação do protesto, os trabalhadores e o seu sindicato reafirmaram a sua “total disponibilidade e abertura para o diálogo”, sublinhando que o objetivo é identificar soluções que permitam resolver o diferendo e evitar a paralisação dos serviços nos aeroportos nacionais.
NA/AA
Inforpress/Fim
Partilhar