
Sal Rei, 25 Mar (Inforpress) – Um morador na ilha da Boa Vista denunciou hoje situações de insegurança, destruição do património público e abate clandestino de animais no bairro de Boa Esperança, apelando a uma intervenção urgente das autoridades.
Em declarações à imprensa, Olívio da Cruz relatou a presença de um boi amarrado a um poste de iluminação pública desde a tarde de terça-feira, sem água nem alimento, alegadamente destinado ao abate, situação que afirmou ser recorrente.
Segundo o residente, o animal terá apresentado sinais de agressividade, constituindo risco para os transeuntes, em particular crianças que utilizam o percurso para a escola, tendo ainda referido danos visíveis na calçada provocados por animais ali amarrados anteriormente.
“Há zonas com fiscalização e organização, e outras onde impera a desordem, o que leva a questionar se estamos numa ilha turística”, afirmou.
O morador alertou também para problemas de saúde pública, referindo condições de insalubridade no local, que descreveu como sendo utilizado como espaço de deposição de fezes e urina durante a manhã, transformando-se mais tarde num local de abate a céu aberto, com carne exposta a insetos, nas proximidades de uma esquadra policial.
A Inforpress tentou contactar, sem sucesso, o vereador responsável pela área da fiscalização da Câmara Municipal da Boa Vista para obter esclarecimentos sobre eventuais medidas a adoptar.
Contactado por telefone, o director de fiscalização da autarquia, Edson Livramento, afirmou que seriam enviados fiscais ao local para identificar o proprietário do animal e responsabilizá-lo pelos danos causados.
De acordo com o Código de Posturas do Município da Boa Vista, a circulação e o abandono de animais na via pública são proibidos, estando previstas coimas entre 5.000 e 350.000 escudos para pessoas singulares e entre 30.000 e 1.200.000 escudos para pessoas colectivas.
O denunciante defendeu o reforço da fiscalização municipal e sanitária, considerando que a situação descrita é incompatível com as exigências de higiene e segurança de um destino turístico.
MGL/JMV
Inforpress/fim
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