Boa Vista: “Cultura e património não são elementos acessórios do desenvolvimento”, afirma Augusto Veiga

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Boa Vista: “Cultura e património não são elementos acessórios do desenvolvimento”, afirma Augusto Veiga
17/03/26 - 09:00 pm

Sal Rei, 17 Mar (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, afirmou hoje, na Boa Vista, que investir na reabilitação de monumentos é uma decisão estratégica para afirmar a identidade nacional e promover o desenvolvimento sustentável do país.

Durante a cerimónia de entrega das chaves da Igreja de São Roque, no Rabil, após obras de reabilitação, o governante sublinhou que, desde 2018, o Governo tem demonstrado que a cultura e o património são pilares fundamentais para um modelo de desenvolvimento inclusivo e sustentável.

“Preservar estes espaços visa fortalecer a identidade nacional e reforçar a autoestima coletiva”, afirmou Augusto Veiga.

O ministro explicou que a reabilitação da igreja, datada de 1806, integra um programa mais amplo que já recuperou mais de 30 edifícios históricos entre 2018 e 2025, no âmbito do Eixo 4 do Programa de Reabilitação, Requalificação e Acessibilidades (PRRA).

Deste total, mais de dez são edifícios religiosos, evidenciando a atenção dedicada ao património histórico-cristão do país.

Na mesma linha, o Bispo da Diocese do Mindelo, Dom Ildo Fortes, classificou o restauro como um “gesto de respeito pela memória histórica” da ilha, destacando o valor emocional da igreja: “As pedras guardam a memória de gerações”, disse.

Dom Ildo Fortes aproveitou também para lançar um desafio prático: manter as igrejas abertas até à noite, especialmente em zonas turísticas como a Boa Vista.

“Pelo amor de Deus, abram as igrejas”, apelou, recordando uma expressão antiga para defender que o património deve estar acessível tanto para a oração como para a visitação turística, apesar dos desafios de segurança.

A cerimónia de devolução do templo à comunidade de Rabil contou ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal da Boa Vista, Cláudio Mendonça, autoridades locais e técnicos do Instituto do Património Cultural (IPC).

MGL/JMV

Inforpress/Fim.

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