ACD assinala 32 anos com lançamento do programa habitacional inclusivo “Nha lar, nha conforto”

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ACD assinala 32 anos com lançamento do programa habitacional inclusivo “Nha lar, nha conforto”
16/03/26 - 02:43 pm

Cidade da Praia, 16 Mar (Inforpress) – Doze pessoas vão beneficiar-se do Programa Nacional de Habitação Inclusiva “Nha lar, nha conforto”, iniciativa lançada hoje pela Associação Cabo-verdiana de Pessoas com Deficiência (ACD) para promover acesso a habitações dignas, em comemoração do 32.º aniversário.

Em declarações à imprensa no final do evento, na cidade da Praia, a presidente da ACD, Joana Almada, explicou que o projecto “Nha lar, nha conforto” (Meu lar, meu conforto, em português) surgiu da procura crescente de pessoas com deficiência por soluções habitacionais, quer para acesso a casas sociais, quer para reabilitação ou construção de habitações.

Segundo a responsável, a associação decidiu abraçar esta causa e integrou a iniciativa no plano de actividades preparado desde Dezembro de 2025 e implementado em Janeiro deste ano.

O programa está previsto até 2029 e será implementado em duas fases, sendo que nesta primeira os beneficiários estão maioritariamente na cidade da Praia, mas também nos municípios do Porto Novo e da Ribeira Grande de Santiago.

Os beneficiários, sublinhou, que já estão devidamente identificados, sendo de entre eles, três terão uma habitação construída do zero.

A requalificação de habitações poderá variar entre 200 e 400 mil escudos por beneficiário, enquanto a construção de raiz poderá situar-se entre 3.500 e 6.000 contos.

O projecto contempla ainda a reabilitação do centro da própria associação, com uma estimativa de cerca de 1.500 contos para intervenções internas e externas.

Joana Almada acrescentou que a ACD está a trabalhar com o Ministério das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação (MIOTH), e com a Direcção-Geral da Habitação para facilitar o acesso das pessoas com deficiência às casas sociais, nomeadamente através do apoio na identificação de beneficiários nos diferentes concelhos do país.

A dirigente destacou que a ACD pretende trabalhar em parceria com organizações da sociedade civil e câmaras municipais para identificar beneficiários e apoiar as intervenções necessárias.

A presidente da associação lembrou ainda que Cabo Verde conta com cerca de 47 mil pessoas com deficiência, maioria deficiência visual, sendo a maioria mulheres, representando cerca de 68 por cento (%).

Apesar de reconhecer alguns avanços no país, Joana Almada apontou que persistem vários desafios em matéria de inclusão e acessibilidade, designadamente ao nível das infra-estruturas, mobilidade nos transportes públicos e empregabilidade das pessoas com deficiência.

Criada em 1994 por iniciativa da sociedade civil, a ACD é uma organização de solidariedade social, sem fins lucrativos, que tem como missão promover os direitos, a igualdade de oportunidades e a plena participação das pessoas com deficiência na sociedade cabo-verdiana.

LT/CP

Inforpress/Fim

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