
Cidade da Praia, 13 Mar (Inforpress) – A presidente do INMLCF, Ineida Cabral, enalteceu hoje a importância da ciência na investigação criminal, defendendo o reforço do conhecimento técnico e científico como ferramenta essencial para apoiar a justiça, esclarecer crimes e promover a verdade.
Em declarações à Inforpress, à margem do II Congresso Internacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, a responsável sublinhou que a ciência desempenha um papel fundamental na análise e esclarecimento de crimes, sobretudo em situações complexas, em que nem sempre existem evidências visíveis.
Segundo explicou, áreas como a genética, a toxicologia e a medicina legal clínica têm vindo a assumir um papel cada vez mais determinante na investigação, permitindo apoiar as autoridades judiciais e policiais na determinação das causas de morte e na identificação de indícios relevantes.
Ineida Cabral frisou que a aplicação de métodos científicos contribui para decisões mais fundamentadas no sistema de justiça, reforçando a credibilidade das investigações e garantindo maior rigor na análise dos factos.
Neste sentido, defendeu o fortalecimento das capacidades técnicas e laboratoriais do país, destacando a importância da criação e desenvolvimento de laboratórios especializados, nomeadamente nas áreas de genética e toxicologia forense.
“Esses instrumentos são essenciais para apoiar a elucidação de crimes, tanto em casos com evidências visíveis como em situações mais complexas, em que a investigação científica se torna determinante”, afirmou.
A presidente do INMLCF considerou ainda que encontros científicos, como o congresso internacional realizado na Cidade da Praia, são fundamentais para a actualização de conhecimentos e para a partilha de experiências entre especialistas nacionais e internacionais.
Para Ineida Cabral, a cooperação científica e o intercâmbio de práticas contribuem para o fortalecimento da medicina legal e das ciências forenses, áreas consideradas estratégicas no apoio à administração da justiça.
“O objectivo essencial é afirmar que a ciência deve prevalecer nestes processos, porque é através dela que conseguimos aproximar-nos da verdade”, concluiu.
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Inforpress/Fim
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