Sinapol exige turnos de oito horas em todo o país e propõe dispensa de serviço nocturno para agentes veteranos

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Sinapol exige turnos de oito horas em todo o país e propõe dispensa de serviço nocturno para agentes veteranos
12/03/26 - 01:51 pm

Espargos, 12 Mar (Inforpress) – O Sindicato Nacional da Polícia Nacional (Sinapol) defendeu hoje que a Direcção Nacional da PN deve privilegiar o reforço das esquadras com os agentes recém-formados e implementar o turno de oito horas em todo o território nacional.

Em comunicado assinado pelo seu presidente, Rufino Lima, o sindicato reagiu ao encerramento de mais um curso de formação de agentes, felicitando os novos profissionais e a Direcção Nacional pelo planeamento da formação.

Contudo, o Sinapol aproveitou o momento para apresentar propostas concretas sobre a gestão dos recursos humanos e a organização do serviço.

Para o sindicato, a prioridade da instituição deve ser a harmonização dos turnos de oito horas em todas as ilhas, com destaque para as esquadras do Maio e da Brava.

A organização ressalta que exceções devem ser feitas apenas quando horários diferenciados favoreçam tanto o serviço como a vida pessoal do efetivo.

Uma das “propostas inovadoras” apresentadas por Rufino Lima prende-se com a protecção dos agentes veteranos.

O Sinapol sugere que o pessoal com mais de 50 anos de idade deixe de cumprir escalas de madrugada, trabalhando apenas até às 22:00 ou 24:00.

"Esta medida deve ser prevista prioritariamente nas esquadras onde as exigências operacionais físicas decorrentes da vida noturna são mais acentuadas", lê-se no comunicado.

O sindicato propõe ainda uma “divisão estratégica” das esquadras em dois níveis, baseada no rácio de agentes e na realidade criminal.

“Nível A: Esquadras em grandes centros urbanos, com elevada incidência criminal e vida noturna intensa, exigindo maior visibilidade policial; nível B: Esquadras em zonas com índices criminais marginais, onde o foco deve ser o serviço público de proximidade”, sublinhou.

No mesmo documento, o Sinapol manifestou a sua “elevada expectativa” quanto à promulgação e publicação das propostas consensualizadas na última reunião com o Ministério da tutela.

O presidente do sindicato relembrou que a classe aguarda os primeiros passos para a revisão dos Estatutos da PN, um processo que deve ser enquadrado numa visão mais abrangente em consonância com o novo Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR).

NA/CP

Inforpress/Fim

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