
Porto Inglês, 07 Mar (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou hoje que a ilha do Maio está a desenvolver e a progredir, apesar dos desafios, assegurando que o Governo mantém uma relação institucional de cooperação com a câmara municipal.
O chefe do Governo fez estas declarações após um encontro de trabalho com o presidente da Câmara Municipal do Maio, Valdino Rely Brito, no âmbito da sua visita oficial à ilha para auscultar os projectos locais e avaliar o impacto das políticas públicas.
Segundo Ulisses Correia e Silva, embora existam desafios, a ilha apresenta sinais de progresso quando comparada com a realidade de há cerca de uma década.
“A ilha está a desenvolver-se, está a progredir. É uma ilha com desafios, sim, mas se compararmos o Maio de há uns 10 anos com o Maio de hoje e com a sua perspectiva de futuro, estamos muito mais confiantes no seu desenvolvimento”, sublinhou Ulisses Correia e Silva.
O chefe do Governo aproveitou a ocasião para reforçar que a relação entre o Governo e os municípios deve assentar numa lógica de complementaridade e cooperação institucional.
“A relação com todas as câmaras é na perspetiva de complementaridade e subsidiariedade, como sugere a Constituição da República. Com a maioria das câmaras temos tido relações normais, institucionais, com sentido de Estado e com ganhos mútuos”, explicou, minimizando eventuais focos de tensão política.
O primeiro-ministro reconheceu que a câmara municipal tem solicitado mais apoios do Governo, defendendo, no entanto, que existe um quadro financeiro definido que permite às autarquias executar investimentos através de mecanismos como o Fundo de Financiamento Municipal, o Fundo do Ambiente e o Fundo do Turismo.
No entanto, reconheceu que existem áreas estratégicas onde os investimentos ultrapassam a capacidade financeira das autarquias, exigindo intervenção directa do Estado.
Para o chefe do Governo, quando existe boa-fé institucional e uma postura voltada para o desenvolvimento, os resultados acabam por surgir nos municípios.
Para Ulisses Correia e Silva, o sucesso da gestão local depende, em larga escala, da postura dos autarcas.
“Quando há boa-fé por parte das câmaras e uma atitude virada para o desenvolvimento e não para outras agendas, os resultados acontecem, como tem acontecido em muitos municípios”, concluiu o chefe do Governo.
RL/CP
Inforpress/Fim
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